terça-feira, 23 de abril de 2019

GAME OF THRONES: A CORAGEM (texto sem spoiler)



“Em nome do guerreiro, ordeno que tenhas coragem.

Em nome do pai, ordeno que sejas justo.

Em nome da mãe, ordeno que protejas os inocentes.”


Estamos assistindo a oitava e última temporada desta série fantástica.

Além de desfrutar dos episódios é possível aprender muito com ela sobre a natureza humana.

O segundo episódio desta última temporada foi emocionante, claro que não só este, muitos foram, mas este foi um momento de reflexão antes da grande batalha entre vivos e mortos, entre a vida e a morte.

Se bem que ficou evidente que há muita morte na vida e muita vida na morte, não fosse assim não teriam que se enfrentar.

E agora, quase no final, surge novamente o juramento, a cerimônia, as palavras usadas na nomeação do cavaleiro, que é tudo o que um homem necessita ter ao longo da sua vida.

"Em nome do guerreiro, ordeno que tenhas coragem"


A coragem não é o atributo do guerreiro, que vai garantir a sua vitória na luta contra o inimigo externo.

A coragem não está ligada à vitória diretamente.

Mas está ligada à luta.

Para vencer é preciso ter mais habilidade que o oponente.

Para enfrentar a luta é preciso de coragem.

Sem coragem a pessoa nem começa, então não tem mesmo como vencer, já está derrotada, já está morta.

Por isso é em nome do guerreiro que se ordena a coragem, porque não importa se vai viver ou morrer, ganhar ou perder, ele tem coragem para enfrentar.

 Não pode fugir disso, não pode evitar ou deixar de fazer, porque é um princípio dele, que o constitui, é parte dele, por isso é um guerreiro, um cavaleiro.

Ter coragem não é não sentir medo.


Ter coragem é enfrentar o medo e fazer assim mesmo, com medo e tudo.
Não importa o tamanho do inimigo, a cara feia, o tamanho da espada dele, o quanto ele é famoso e temido.

O cavaleiro dotado de coragem vai e enfrenta, do seu jeito, porque é assim que ele é.

O corajoso sabe reconhecer que perdeu a luta, sabe conviver com isso e sabe respeitar a superioridade do seu oponente.

Mas  não conseguiria conviver com a derrota de não ter enfrentado, de nem ter tentado, de ter fugido.

A coragem é um atributo do guerreiro que o faz enfrentar primeiro o seu medo e depois seu oponente. Primeiro enfrenta a si mesmo, luta dentro de si mesmo, depois contra o que está fora.

Na vida real, aqui fora de Game of Thrones, temos medo até de sentir medo, temos medo das nossas fraquezas, temos medo do desconhecido, da incerteza, do que não dominamos, do que não entendemos.

Temos medo do assalto, do desemprego, do chefe, da falta de grana, de não conseguir, de perder, de que nos vejam como somos.

Temos medo do que será o amanhã, medo de sentir dor, medo do que irão pensar de nós, medo da comida fazer mal, de engordar ou emagrecer, medo de se arriscar ou de ficar doente.

Temos medo que nós mesmos desconhecemos.

E ao invés de termos coragem e enfrentarmos estes medos, nos damos o direito de fugir, de nem sequer enfrentar, nem o que está dentro nem o que está fora de nós. É um direito, se a covardia prejudicar somente a si mesmo.

Temos medo de uma crise financeira, medo do terrorismo, do  comunismo, de que não gostem de nós, medo que nos desaprovem, medo de não fazermos sucesso, de não sermos reconhecidos.

Temos medo de não conseguirmos comprar, de não conseguirmos ter.

Temos medo do bullying e temos medo de não sermos salvos.

Temos medo de germes, de mosquitos, de bactérias e vírus.

Temos medo de perder o controle.

Temos medo até de Deus e de perder a ilusão.

Até que chegamos ao ponto em que não queremos mais nem sair de casa nem falar com pessoas.

Afrouxamos demais. Somos feitos de medos.

E estes medos são colocados em nós propositalmente, planejadamente, porque o medo é a melhor ferramenta de controle que existe.

Todos os governos e mecanismos de controle sabem disso. O mercado e o marketing sabem disso.

Por isso o tom é sempre de que você não vai poder viver sem isso ou com aquilo, que seus filhos não terão futuro ou serão frustrados, que sua família corre risco se você não adquirir e se não fizer assim seu futuro estará ameaçado.

Se não nos ouvir você irá para o inferno, um inferno de vida.

Será, mesmo?

Existem os perigos e riscos reais. Isto é certo, é fato.

Mas também existem outros fatos.

Os perigos e riscos podem atingir qualquer pessoa, com medo ou com coragem.

E viver cheio de medos já é viver no inferno. Por que o que é o inferno senão um lugar de terror e medo?

Viver cheio de medos já é uma derrota, uma doença, um fracasso, nem é preciso que os perigos e riscos nos atinjam. 

Todos estes medos detonam com a autoconfiança e a autoestima. Causam uma enorme sensação de impotência e frustração que acaba esmagando a vida das pessoas.

Em nome do guerreiro, ordeno que tenhas coragem. E assim enfrente seus medos, não os outros, não os dos outros.

Tenha coragem, porque o medroso também morre, também sente dor, também fracassa, também vive o inferno, talvez muito mais do que aquele que tem coragem.

Não se deixe dominar pelo medo, não permita que o medo mate seus sonhos, sua liberdade, seu prazer de viver, sua autenticidade, sua bondade, seu amor, seu senso de justiça.

Justiça será o tema do próximo artigo, a partir da segunda frase da cerimônia de nomeação do cavaleiro: em nome do pai, ordeno que sejas justo.

Mas até lá, reflita sobre seus medos. Você reconhece os seus medos? Do que você tem medo?

Enfrente seus medos, da forma que for mais adequada para você, pedindo ajuda se for preciso, mas tenha coragem de enfrentá-los.


Liberte-se!


sábado, 20 de abril de 2019

LIÇÕES QUE APRENDI VIAJANDO DE MOTO E QUE SERVEM PARA A VIDA


E de repente entrei em uma nuvem de borboletas amarelas e viajei dentro dela por vários quilômetros.




Quando vou fazer uma viagem de moto faço um planejamento meticuloso, que inclui o percurso, os gastos, o tempo, o que vou levar e até o preparo para alguma emergência.

Mesmo assim não é possível prever o que acontecerá no quilômetro seguinte, muito menos por toda a viagem.

Cada metro é uma novidade, depois de cada curva está o inesperado, atrás de cada montanha, uma surpresa.

Tem dias que se dorme em um lugar, toma-se o café da manhã em outro, o almoço é em um lugar diferente e a próxima noite em lugar incerto.

Na vida também é assim, fazemos os planos, mas cada minuto à frente é inédito e de uma hora para outra tudo pode mudar. Ainda bem.

Estar preparado para as contingências, tanto na viagem como na vida, é imprescindível, pois ali na frente, nos mínimos detalhes, pode estar uma oportunidade, uma alegria, um perigo, uma guinada surpreendente.

Se não estivermos de mente aberta, receptivos, atentos e preparados, podemos perder uma oportunidade, deixar de viver uma alegria ou acabar caindo em uma cilada.

O medo do inesperado, do incerto, do novo é incompatível com todo tipo de viagem, até com a viagem profissional e com a viagem da vida também.

Na viagem de moto, aprende-se a gostar mais das estradas com curvas, assim aprende-se a lidar e até a gostar das curvas que a vida faz.

As retas são muito previsíveis, pouco emocionantes, sem desafios, monótonas, se olhamos somente para a estrada.

É importante estar atento aos detalhes em todos os ângulos.

Certa vez eu estava viajando em uma estrada no norte da Argentina, na província de Chaco, com retas intermináveis.

No entanto dos dois lados da estrada haviam plantações de girassóis que pareciam sem fim, pois a região produz óleo de girassol.

A estrada era uma serpente preta no meio de um mar de girassóis.

Foi aí que, em um determinado trecho, entrei em uma nuvem de borboletas amarelas e viajei dentro dela por alguns quilômetros.

Você pode imaginar uma coisa assim?

Parecia um sonho que surgiu de repente, foi um momento mágico e inesquecível, em uma estrada reta e monótona que parecia não ter emoções a oferecer.

Planejar é importante, mas estar preparado para as contingências é mais.

Foi assim que aprendi a importância de estar atento, porque a qualquer momento pode surgir uma surpresa.

Aprendi que devo estar preparado em mim mesmo para ter a reação adequada, para dar a resposta que aquele inesperado exige.

Se for algo bom, estar preparado para desfrutar.

Se for um problema, estar preparado para enfrentá-lo de forma adequada.

E a forma adequada é com calma, com serenidade, com atenção, com flexibilidade e com força, se o momento exigir força, mas sem perder a ternura.

Foram poucas as vezes que decidi não encarar o caminho que tinha pela frente. 

Uma vez resolvi não enfrentar um trecho de muita lama e atoleiro, e sempre há um caminho alternativo.

Outra vez percorri 200 quilômetros pelo caminho errado, voltei e comecei tudo de novo, pegando o caminho certo e seguindo viagem sem me culpar, feliz da vida.

Então às vezes é preciso desistir, tomar outro caminho ou voltar atrás.  


Não há trecho difícil que não passe, que não acabe, e geralmente depois dele fica a experiência e uma linda vista.

Os 2 mil quilômetros de vento da Patagônia passaram.

Os trechos de chuva torrencial e frio passaram.

O trecho de neve passou, as subidas íngremes passaram e as decidas perigosas também.

E não é assim que acontece na vida, na gestão da empresa, na carreira profissional, na vida acadêmica, nos relacionamentos?

Tudo sempre passa, só fica o que você fez e como fez com aqueles momentos, as lições que aprendeu, a experiência que ficou.

Até a nuvem de borboletas amarelas passou, eu não filmei nem tirei fotos, mas eu vivi.

E depois que passou, tive que lavar minha jaqueta e meu capacete, porque estavam cobertos de borboletas mortas.

Houve muita beleza, mas houve mortes, houve perdas também, muitas borboletas morreram para me proporcionarem aquela experiência.

Não lavei a sujeira que ficou contrariado, mas grato e emocionado.

E assim é a vida. E assim vou aprendendo a viver, de viagem em viagem.



quarta-feira, 17 de abril de 2019

Lições que aprendi com viagens de moto que servem para a vida.


Não é a velocidade que nos faz rápido, é a constância.


Ao percorrer 17 mil km com uma moto pequena e velha, por 3 países, enfrentando todo tipo de estrada e clima, tendo que manter os 80, 90 km por hora, percebi que não era a velocidade, a correria ou a pressa que fazia a viagem render, mas a constância.

Em vários momentos das minhas viagens encontrei outros viajantes, com motos novas e potentes, equipamentos de ponta, que em dado momento passavam por mim “voando” e sumiam na minha frente.

Então percebi que com frequência eu passava por eles também, quando estavam em um posto de combustíveis ou à beira da estrada, e que muitas vezes acabávamos almoçando nos mesmos lugares, pernoitando nas mesmas cidades e fazendo boa parte da viagem juntos.

Percebi que isto acontecia porque, apesar de eles fazerem trechos em alta velocidade, não conseguiam manter aquele ritmo por todo o trajeto, pois se tratava de viagens longas.

E eu me mantinha em movimento por mais tempo, em velocidade constante, e percebi que as diferenças de tempo não eram tão grandes, muitas vezes eram de minutos.

E depois percebi o mesmo princípio caminhando nas ruas da minha cidade. Eu via passarem por mim pessoas apressadas, correndo para atravessar a rua rápido, que chegavam no mesmo lugar que eu com diferença de uns 3 minutos.

Percebi pessoas de carro que passavam por mim enquanto eu caminhava pela calçada bem devagar, desfrutando do momento, do caminho e da caminhada, e lá na frente eu passava por elas, presas eu seus carros, que estavam presos em engarrafamentos. Chegávamos juntos no mesmo lugar ou eu até chegava primeiro.

Foi assim que descobri que não adianta correr demais, ter muita pressa, querer ser rápido, dar um gás em um determinado momento e ter que parar com frequência, desanimar, desconcentrar, oscilar ou abandonar um projeto.

Melhor mesmo é manter o foco, a frequência, a constância, o ritmo, desfrutar do trajeto, do caminho, do momento presente.

Também aprendi que não preciso, não devo e não quero deixar de fazer porque não tenho o melhor equipamento ou “aquele” equipamento. 

Devo e vou fazer com o que se tenho, porque o que importa mesmo é fazer, é realizar.

Se a vida é uma viagem longa ou curta eu não sei, depende do ponto de vista, só sei que quero desfrutar do caminho, não tenho pressa de chagar ao final, já sei o que me espera lá, mas não sei como será o trajeto.


domingo, 14 de abril de 2019

Lições que aprendi em viagens de moto que servem para a vida


O mundo não é o que passa na tv. 

Terra do Fogo, sul da Argentina, próximo de Ushuaia.

Se ficamos em casa vendo o mundo que passa na televisão (e em muitas redes sociais), temos a nítida impressão que vivemos em um tipo de inferno.

É só desgraça, perigos por todos os lados, tragédias, violência e crueldade.

Mas quando saímos para o mundo real, então vemos que não é bem assim.

Na minha segunda viagem de moto, para Ushuaia, sul da Argentina, em um determinado momento fiquei sozinho, com pouco dinheiro, sem cartão de crédito, sem telefone, sem um mapa, a 5 mil km de casa.
Sul da Argentina

Sem entrar em detalhes, devo dizer que isto aconteceu por causa de um companheiro de viagem, que por estar mais bem equipado resolveu voltar na frente sem me avisar. Foi desta forma que acabou uma amizade de mais de 20 anos.

Retornando da Terra do Fogo, atravessei toda a Patagônia, que tem cerca de 2300 km, passei por Buenos Aires e 200 km antes de entrar no Brasil fui extorquido pela polícia Argentina em 150 pesos.

Assim que entrei no Brasil, em Uruguaiana, RS, tive acesso a minha conta bancária e voltei a ter dinheiro, mas o motor da moto fundiu.

Em todo o tempo nunca deixou de aparecer pessoas solidária, sinceras, solícitas, que fizeram de tudo para me ajudar de todas as formas. Em muito maior número do que aqueles que poderiam ter más intenções.

Aliás, com exceção da polícia argentina, nunca me senti em perigo ou sob ameaça.

Dormi na rua em três ocasiões em duas viagens, por decisão própria e sempre sem ser incomodado.

Mas quando precisei sempre encontrei pessoas amáveis que me deram hospedagem, carona, transporte, apoio, amizade, abraço, boa conversa, informações e incentivo.
Cordilheira dos Andes, este casal estava viajando
de bicicleta com o filhinho, que está no carrinho.
Estavam na estrada há um ano.

Encontrei longe de casa, longe da minha terra, do meu país, e no Brasil também, desconhecidos que me trataram como amigo e até como se fosse da mesma família.

E diga-se a verdade, até melhor do que alguns amigos e familiares, pois dizem que nosso sangue até os pernilongos tem.

O mundo está cheio de gente boa, de experiências inspiradoras e lições de vida inesquecíveis, basta sair de casa e aventurar-se.

Não tenha medo.
Liberte-se.

sábado, 13 de abril de 2019

SÉRIE: COISAS QUE APRENDI EM VIAGENS DE MOTO


Primeira:
Em Santa Catarina, Brasil,
arrumando a bagagem na moto para partir.


um sonho começa a ser realizado não quando se tem as condições favoráveis, como tempo, dinheiro e liberdade, por exemplo.

Ele começa a ser realizado na tomada de decisão.

Quando decidimos que vamos realizar, que vamos fazer aquilo.

Todo o resto vem depois e só vem se houver a tomada de decisão. Senão não vêm e nem tem porque aparecerem as condições se não há um destino determinado firmemente para elas.
Atravessando a Cordilheira dos Andes,
da Argentina para o Chile.

Pode demorar, pode ser com luta, com algumas privações, abrindo mão de algumas coisas, mas se há a decisão de realizar e aquela vontade que costumo dizer que “vem das entranhas”, será realizado de qualquer jeito.

Pelo menos comigo foi e é assim.

Primeiro eu decidi que iria percorrer a Cordilheira dos Andes e o Deserto de Atacama de moto, até o litoral do Oceano Pacífico.

Não tinha nem moto nem dinheiro nem tempo nem liberdade para fazer isso.
Tomei a decisão, determinei que iria fazer e 2 anos depois eu estava viajando de moto pelo trajeto que havia planejado.

E depois outro e... Agora sei que é assim, que assim funciona.

Ao longo dos 2 anos eu não titubeei, não vacilei, não tive dúvida e não desviei do objetivo, mantive a certeza e o resultado foi este.
Camping na cidade de Metan, província de Salta,
norte da Argentina.

Se você já passou por algo parecido compartilhe conosco, por favor.

Se nunca passou por esta experiência, compartilhe também e deixa eu te incentivar a tentar.

Você só tem a ganhar, não irá pôr nada em risco, pois é só uma questão de decisão e mentalidade.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O QUE É SEXO TÂNTRICO?


A energia sexual é a mais poderosa que temos à nossa disposição. 




Conheci o sexo tântrico a 30 anos atrás.

Existem muitas teorias, diferentes visões e práticas, mas neste artigo vou me ater a duas questões em que o sexo tântrico pode auxiliar: que é no  prolongamento do prazer e no controle da ejaculação precoce.

O sexo tântrico é uma prática do tantrismo, que é uma filosofia comportamental que tem milhares de anos e que influenciou o hinduísmo, o budismo, a yoga e outras filosofias e estilos de vida.

O tantrismo é uma filosofia essencialmente matriarcal.

Não está voltado exclusivamente para a prática sexual, mas a influenciou ao aproximar espiritualidade, mística, yoga, concentração, meditação e atenção da prática sexual.

O sexo tântrico não tem como principal objetivo o orgasmo. O principal objetivo é o prolongamento do ato sexual e a intensificação do prazer antes do momento do orgasmo.

A prática do sexo tântrico se diferencia um pouco da prática sexual ocidental comum, por ser tratada de forma especial, ambientada em certa mística e delicadeza, com movimentos iniciais leves e lentos, concentração e controle da respiração, de modo a aumentar o prazer e a duração do ato sexual.

Por estas características ela pode ajudar na superação da ejaculação precoce, como um treinamento, ao passo que aumenta a libido e o prazer.

O tantrismo é uma filosofia libertária, por isso entrega algumas sugestões práticas, orienta, mas não engessa nem dogmatiza a prática sexual.

Segundo esta corrente filosófica, a união de dois corpos no ato sexual é também o encontro de duas forças que se complementam e se somam, gerando uma terceira força muito intensa e poderosa.


Defende que a energia sexual é uma das mais poderosas que temos a nossa disposição. Por isto que é daí, através do sexo e pelo sexo, que cada um de nós passou a existir.

A energia gerada no ato sexual, segundo o tantrismo, circula nos dois corpos com tal potência que é capaz de curar doenças e revitalizar todos os sistemas do organismo.

De fato, temos que concordar que das sensações humanas o prazer sexual se destaca e o sexo tem implicações em quase tudo o que vivemos, inclusive na própria vida.

Grande parte das disfunções  sexuais que uma pessoa possa viver tem origem na mente, nas emoções e nos hormônios. Questões que o sexo tântrico promete melhorar.

O caso da ejaculação precoce pode ser amenizado com o sexo tântrico porque ele tira o foco, também a obrigatoriedade, do orgasmo. Aliás, tira todo e qualquer tipo de obrigatoriedade.

Imagine o sexo tântrico como uma prática de yoga, em ambiente de serenidade, de concentração, controle da respiração e atenção plena.

Longe de toda pressa e euforia, as carícias se iniciam lenta e suavemente, enquanto cada um dos parceiros desfruta de todo o processo, do aquecimento gradual, da intensidade do prazer.

No caso da iminência de um orgasmo, em um momento em que o homem não gostaria de tê-lo ainda, por querer desfrutar do ato por mais tempo e proporcionar mais prazer à mulher, segundo o que ensina o tantrismo, o casal deve parar os movimentos (sem se desconectar, é claro), o homem deve respirar profundamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca, trazer a atenção para si, para a sua respiração e ao sentir que a iminência de ter um orgasmo se afastou, volta á prática normalmente.

Imagine esta prática sexual como uma panela de água no fogo. A água vai aquecendo, chega perto do ponto de ebulição, mas você não quer que a água ferva ainda, então você vai lá e baixa um pouco o fogo. Mas também não vai deixar esfriar, então  aumenta o fogo mais um pouquinho e assim vai mantendo a água na temperatura desejada pelo tempo que quiser.

A prática de sexo tântrico pode durar por horas, se esta for a decisão dos parceiros. Mas o importante é que dure o quanto os parceiros quiserem e que não seja interrompida em momento indesejado por um orgasmo ou outro motivo qualquer.

O orgasmo é o final daquele momento, é quando a energia gerada pelos parceiros “explode” e se dissipa, por isso a sensação de relaxamento. 

Somente depois de algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, a energia é reposta e está pronta para nova prática.

Este artigo é só uma palhinha sobre o assunto, não há espaço para maiores detalhes e explicações, porque ele muito longo e haveria ainda muito o que dizer.

Mas se você se interessou pelo assunto, você pode pesquisar mais.

Experimente, conheça.

Liberte-se.

(Siga o blog)



quarta-feira, 10 de abril de 2019

CUIDADO COM AS FALSAS IMPORTÂNCIAS


Algumas importâncias são desimportantes, a gente é que inventa.

 Se começarmos a hierarquizar o que é mais importante na vida, chegamos a ela mesma, a vida.


Isto é o mais importante, a nossa vida, a vida alheia, a vida natural.

Pessoas são mais importantes do que coisas. Qualquer que seja.

Descendo na hierarquia está todo o resto, nada está acima da vida, das pessoas e da natureza. Ou pelo menos deveria ser assim, mas sabemos que não é.

Brigamos, magoamos, fazemos guerra, destruímos pessoas e relacionamentos por causa de coisas.

Por causa do carro, do dinheiro, do celular, da terra, da casa, do emprego, da herança, da carreira, do petróleo, do poder.

Por causa do tapete, do chinelo, das meias, do creme dental, da tampa do vaso do banheiro.

Pessoas, vidas, relacionamentos, sentimentos, emoções, pensamentos, memória, sensibilidade, tudo isso é mais importante do que coisas.

Mas às vezes, mesmo sem querer, quase que automaticamente invertemos esta hierarquia, colocamos o desimportante na frente daquilo que realmente tem importância.

Agora, aqui estou eu, propondo que a gente faça uma in-versão do que invertemos.

Acho que em alguns casos criamos falsas importância para nos sentirmos importantes.

Como que transferíssemos a importância que não vemos em nós para nossas coisas, para nosso carro, nosso status, nossa carreira, nossa casa, nosso celular, nosso dinheiro...

E assim, porque temos, porque conseguimos, porque é nosso, porque fizemos, então nos sentimos importantes.

Só que desta forma quem tem mais, quem fez mais, que tem o mais caro e o melhor sente-se mais importante e os outros, menos.

E as pessoas passam a ter graus de importância, de acordo com as coisas.

Imagine, se coloque nesta situação.

Se você andasse de bicicleta ou a pé e depois comprasse um carro zero e saísse pela cidade, você não se sentiria mais importante, mais seguro, mais gente do que antes?

E por que isso não acontece da mesma forma, com a mesma intensidade, quando a gente lê um livro e aprende algo que não sabia? 

Ou quando ajuda alguém, ou quando dá um abraço, recebe um sorriso e um beijo logo pela manhã, planta uma flor, encontra um passarinho cantando, ouve do filho que ele nos ama, ou é gentil com alguém?

Talvez tenhamos marcado na memória uma ocasião em que alguém brigou muito, xingou, torturou com cobrança, lembrou repetidas vezes, magoou, ofendeu, porque outro alguém quebrou o vaso, sujou o tapete, arranhou a roda do carro ao estacionar, perdeu o dinheiro da prestação, arranhou o fogão, amassou a panela, apertou o tubo de creme dental no meio, manchou a camisa ao lavar.

Estes seriam exemplos de falsa importância, de importância desproporcional dada às coisas, porque foram colocadas, em maior ou menor grau, acima da paz, dos sentimentos, do relacionamento, da pessoa, talvez da saúde e da vida.

Você já é a pessoa mais importante do mundo mesmo que não tenha nada, mesmo que não tenha feito nada, e coisa alguma deve estar acima de você.

Porque você é vida, é um ser vivente, é uma pessoa, uma alma, tem uma história e só pelo fato de existir já tem mais importância do que qualquer coisa.

Você não precisa de coisas para se sentir importante e nem para que tenha importância para os outros.

Não admita que a sua importância seja dada pelo que você tem, isso é humilhante.

Mesmo que você seja considerado importante porque estacionou uma Ferrari nova na porta do restaurante caro, isso é humilhante.

Você não dá importância ao seu cachorro pelo osso que ele come ou pela coleira que carrega no pescoço. Você dá importância a ele porque ele é um cão.

Então deveria ser uma humilhação inadmissível que uma pessoa se sentisse importante por causa de uma coisa e não pela sua humanidade.

Deveria ser uma humilhação inadmissível alguém nos achar importante por causa da Ferrari e não pelo simples fato de termos vida e sermos humanos.

É uma humilhação inadmissível ter nossa importância colocada para baixo ou para cima em virtude de coisa alguma.

Veja, não estou dizendo que as coisas não sejam importantes, que não se deve cuidar delas ou que tudo pode ser destruído.

Só estou dizendo que a elas deve ser dada a devida importância, nem mais nem menos. Sem falsas importâncias.

Pense nisso.

Liberte-se.

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