sábado, 23 de março de 2019

DESAFIOS DO SABER



A sabedoria não está no que você sabe, mas na consciência daquilo que não sabe. 



Quem já não ouviu ou disse algumas destas frases:

- Menino, você precisa aprender, se não souber não passará no vestibular!
- Menina, aprenda isto direito para conseguir um bom emprego, estude!
- Para ser alguém na vida você precisa estudar e se formar, ter uma profissão.

Parece frase de pai, mãe ou professores, não é mesmo?

São frases utilizadas para incentivar a buscar, a adquirir conhecimento, habilidades e prática.

O termo “ser alguém na vida” é que não cabe muito bem nesta situação, porque todos já são alguém na vida.

Com conhecimento, sem conhecimento, com profissão, sem profissão, com bens ou sem bens, com títulos ou sem títulos, você já é alguém na vida e já é muito importante para o mundo.

Mas tem aquela cobrança, aqueles desafios que você mesmo se impõe, porque você tem seus objetivos na vida, tem sonhos, quer alcançar algo e para isso necessita saber, adquirir conhecimento que o capacite a fazer, a realizar.
Para viver e se desenvolver em um sistema complexo como é a sociedade humana, no sentido de ter um lugar de dignidade do ponto de vista social, é preciso conhecimento, informação, saber fazer, saber aprender. É um desafio, não é?

E é assim para quem é jovem ou para quem tem mais idade, para quem vai entrar na Universidade ou para quem está se aposentando.

Qual é a diferença entre conhecimento, sabedoria e informação?

A INFORMAÇÃO


Diz-se por aí que uma criança de dez anos de hoje tem mais informação do que um imperador romano tinha à sua época.

O que não nos falta é informação.  Elas chegam por todos os lados, o dia inteiro. Chegam pelo outdoor, pelo celular, pela internet, pelas redes sociais, pelos amigos, pela escola, pela faculdade, pelos netos, pelos filhos, pela TV, pelo panfleto entregue na praça, quase que 24 horas por dia.

Mas informações são apenas dados armazenados que você pode acessar a qualquer momento ou não, depende da capacidade da sua memória.

Informação é como alimento, se você absorve demais e não faz a digestão, ele te faz mal. A má digestão faz com que seu corpo não se beneficie das propriedades do alimento, que acaba não servindo muito e o corpo o expele, quase sem aproveitamento.
Assim é com a informação, além de adquiri-la é preciso saber digerir, saber tirar da informação suas vitaminas, saber como usá-la, quando usá-la e para que usá-la.

Uma pessoa cheia de informação que não sabe usar este arsenal na hora que precisa é um ignorante ilustrado.
Sabe falar de muitos assuntos, sabe muitos dados, mas não sabe usar na hora que é preciso. Acaba paralisando diante de um obstáculo, de um problema e não sabe o que fazer.
Então, informação por si só nem sempre nos serve, nem sempre é útil.

O CONHECIMENTO


Conhecer vai um pouco além de ter informação. Você tem a informação de que a lua existe de fato e sabe até algo mais sobre ela, mas não a conhece, nunca esteve lá, não a percorreu, não tocou no seu solo, não sentiu o seu clima.
Pode ser que você saiba que existe a cordilheira dos Andes, mas a conhece? Já a percorreu? Pode ser que sim, mas conhece tudo dela, tudinho? Não?
Esta é uma das grandes diferenças entre informação e conhecimento, a informação enche, sacia, mas o conhecimento dá “gostinho de quero mais”.
Você sabe que ela existe, mas não a conhece, até aí tudo bem. Quando a conhece, quer conhecer mais, é assim com a pessoa amada também, não é mesmo?
Conhecimento é mais do que saber e ter a informação, é experienciar, ter a experiência é ter conhecimento, no sentido de conhecimento de causa.

A SABEDORIA

Ah! A sabedoria.
A grande dama. A mais sedutora das donzelas e também a mais forte e imprevisível das tempestades.
A perfeita junção, a correta conexão entre informação, conhecimento e circunstância é um dos elementos essenciais da sabedoria, que se veste de astúcia e perspicácia. Belíssima!

Pense na seguinte situação prática.

Você quer muito aprender a tocar violão. Começa as aulas, passa um tempo e você percebe que este será um grande desafio.
Depois de mais algum tempo você percebe que não tem o menor jeito para tocar violão, mesmo que esfole os dedos e aprenda alguma coisa será muito pouco para o enorme esforço e tempo empregados.
Você pode dispor de todas as informações que adquiriu e do conhecimento, mas ainda assim não tocará bem seu violão.

Onde entraria aqui a sabedoria?

A sabedoria é o atributo que nos faz saber se um desafio deve ser vencido, como ele deve ser vencido ou se não vale a pena lutar contra ele.
A sabedoria te mostra se deves avançar, desviar por outro caminho ou retroceder, se for necessário.

Agora pense em outra situação prática.

No desafio de ter que sobreviver em uma circunstância desfavorável, em um contexto de desemprego geral, de crise econômica, impossível de conseguir emprego.

A sabedoria é que faria a união de todas as suas informações e dos conhecimentos que você já tem, para superar este desafio. Usando o que já possui com criatividade e ousadia para garantir não só sua sobrevivência, mas também sua prosperidade, e aproveitando justamente as circunstâncias adversas.
A sabedoria também faz você buscar o que não tem, no outro.
Este é o maior desafio das escolas, não só encher os estudantes de informações, mas ensiná-los a usar as informações e o conhecimento para solucionarem problemas complexos em cooperação.
Esta também é uma das principais capacidades que os empregadores procuram na hora de contratar um novo colaborador.
Desenvolver a habilidade de acessar as informações, unir as mais relevantes diante de um problema e utilizá-las para vencer o desafio, isto é sabedoria.
Onde e como adquirir informação você já sabe. Aliás, informação provavelmente você já tem bastante.
Para adquirir o conhecimento que você quer é preciso fazer, experimentar, exercitar, viver.

Mas como adquirir sabedoria?

Existem algumas atividades e alguns comportamentos que ajudam a desenvolver a sabedoria, que criam as conexões necessárias para juntar as informações certas, as experiências adequadas e aplicar tudo de acordo com a circunstância na solução do problema.

Mas para adquirir sabedoria é preciso ter paciência, porque leva tempo, não é como a informação e o conhecimento, que podem ser imediatos, na sabedoria não cabe imediatismo.

Veja 13 hábitos ou exercícios que ajudam a desenvolver sabedoria.


1 - A leitura pelo desfrute da leitura, não para memorizar. Leitura de romance, teatro, poesia, contos, crônicas, clássicos e modernos.

2 - A atenção no momento presente, o estado de alerta no aqui e agora, dentro e fora de você.

3 - A reflexão sobre si mesmo, sobre os outros, sobre o mundo e a vida, sobre momentos bons e ruins. Refletir e não somente passar batido por tudo. Sempre há lição, até mesmo dos piores acontecimentos.

4 - A observação atenta deve ser maior do que a fala desenfreada. Temos uma só boca, mas dois ouvidos, portanto devemos ouvir mais e falar menos. O silêncio e a atenção são fontes de sabedoria.

5 - O ócio, desde que seja criativo e reflexivo. Quem corre demais e se ocupa demais não tem tempo para ser sábio.

6 - O contato com a natureza e a observação atenta do meio ambiente, nos mínimos detalhes.

7 - Hábitos saudáveis e atividade física.

8 - Viagens e imersão em culturas diferentes.

9 - Atividades culturais, como teatro, cinema, museus, palestras, vernissages, etc.

10 – Enfrentar situações difíceis e nunca fugir delas, a não ser que esteja se colocando ou colocando alguém em risco. A zona de conforto é infértil, não nasce sabedoria neste lugar. Fuja daí, agora!

11 – Ouvir os mais velhos com atenção e paciência.

12 – Aprender com o erro e com o acerto dos outros.

13 – Ser humilde e grato. A sabedoria pode estar no andarilho, no pescador, no agricultor, no analfabeto. Preste atenção.

Liberte-se.




terça-feira, 19 de março de 2019


MUDANDO PARA MELHOR


Só você tem o poder de mudar sua vida



Eu não sei se sua vida está perfeita ou se você gostaria de mudar para melhor. Mesmo porque o importante é mudamos nós mesmos para melhor que a nossa vida também muda no mesmo sentido.

Vejamos:

Podemos mudar os outros? Não.
Podemos mudar as circunstâncias? Não.
Podemos mudar o mundo? Não.

Só podemos mudarmos a nós mesmos.

Por outro lado, tudo muda quando você muda, para pior ou para melhor.

Uma frase bem conhecida que não sei de quem é diz o seguinte:

Seja a mudança que você quer ver no mundo


Então nós podemos, sim, mudar as circunstâncias, as que nos rodeiam.
Podemos mudar o mundo, o nosso mundo.
Mas se, e somente se, mudarmos a nós mesmos primeiro.

Dou um exemplo.


Conheci um rapaz que estudava em uma Universidade Federal, ele vivia rodeado de universitários, vivia em palestras, congressos, aulas, bibliotecas, lendo, escrevendo, dialogando sobre ciência e sociedade. Era um jovem bonito e saudável.

Um tempo depois este amigo viciou-se em crack, aí ele vivia rodeado de usuários, em favelas, não lia mais nada, não escrevia mais nada, passou a roubar, a mendigar, a mentir, a enganar, deixou de tomar banho, emagreceu, vivia somente para conseguir e usar a droga e ficou doente.

Mais tarde ele fez um tratamento e libertou-se do crack, voltou a exercer a sua profissão, ganhou peso, curou-se, passou a ter dinheiro para se vestir melhor, para morar melhor, atraiu uma linda garota, se apaixonaram, se casaram, tiveram lindos filhos e formaram uma família maravilhosa e feliz.

Viu só?
Você muda, tudo muda, para melhor ou para pior.

As pessoas, os ambientes, as coisas que ele viveu continuam a existir, ele não mudou o mundo, ele mudou o seu mundo.


As circunstâncias não mudaram, a vida continuou trazendo problemas, tristezas, dificuldades, obstáculos ao rapaz, mas como ele mudou para melhor, não procurou mais a droga, não se refugiava mais nela e aprendeu a contornar e superar as dificuldades, até fazendo delas uma alavanca para melhorar ainda mais.

É claro que este exemplo está aqui simplificado, as coisas não são assim tão fáceis, mas são possíveis. Também escolhi um exemplo extremo, mas de propósito, pois não importa qual mudança você escolha fazer, ela é possível e deve começar pela sua mudança interior.

O que aconteceu com aquele jovem foi que ele olhou com sinceridade para si mesmo, se viu como era, empreendeu uma luta contra si mesmo e se superou, venceu seus monstros, conheceu-se melhor, aprendeu a mudar e teve coragem para isso.

Se há alguém que precisa mudar, este alguém somos nós mesmos, porque nós não podemos mudar os outros, não importa o quanto amemos uma pessoa, ela só muda se ela mesma quiser e trabalhar sobre si mesma.

O caminho do autoconhecimento é um caminho muitas vezes doloroso. Não é nada fácil olhar para si mesmo e reconhecer nossos próprios erros, nossos próprios defeitos, nossas fraquezas, nossas carências, nossas debilidades e começar a fazer alguma coisa para mudar isso.

É preciso muita coragem, poderá doer, mas certamente vai valer a pena.


Mudar para melhor também não é algo que fazemos do dia para a noite, leva tempo, e precisamos de ajuda e de cooperação, pois somos seres sociais, não vivemos isolados.

Mudar para melhor significa amadurecer, virar gente grande, grande mesmo.



Há uma série de ferramentas que se pode utilizar para mudar para melhor, terapia, espiritualidade, auto-observação, estudo da mente humana, conhecimento sobre as emoções humanas, meditação, mudança de mentalidade, grupos de ajuda mútua, psiquiatria, psicologia, terapias alternativas e muito mais.

O que não serve é achar que, como somos adultos, então já crescemos e não há mais nada o que mudar. Não serve também viver colocando a culpa de tudo no mundo, nos outros, no passado ou seja lá no que for.

Sempre temos como ser melhores. Melhores como humanos, como pai, como mãe, como filhos, esposo, esposa, profissional, amigo ou amiga.

Por melhor que esteja nossa vida externamente, muitas vezes sentimos dores, frustrações, temos dependências, sofremos com algum mal da alma, com alguma angústia.

É assustador o número de pessoas com depressão, ansiedade, pânico ou outro tipo de sofrimento psicológico em nossa sociedade, que, infelizmente, tem atingido até mesmo crianças.

Mas o que é alarmante mesmo é o grande número de suicídio que tem acontecido nas nossas cidades, principalmente de jovens.

Casos de suicídio não podem nem devem ser noticiados pela mídia, mas faça uma pesquisa e você se surpreenderá.

Recentemente, em São Paulo, houve uma onda de suicídios de adolescentes estudantes de escolas particulares de destaque na cidade.
Há cidades brasileiras em que o número de suicídios é maior do que o número de homicídios. E o número de homicídios no Brasil não é dos menores.


O que você mais houve ao seu redor, nas suas relações?


Não é “estou com pressa”, “é urgente”, “não tenho tempo para nada”, “estou na correria”, “ando estressada”, “só trabalho”, “é muita pressão”, “são muitas contas para pagar” e “odeio meu chefe”?

O que você mais vê nas ruas da sua cidade?


Não são carros e pessoas apressadas, correndo, engarrafamentos, pessoas falando ao telefone, passando mensagens e muitas vezes fazendo duas, três coisas ao mesmo tempo?

Mudar para melhor é uma escolha só sua, naquilo que você acha que precisa mudar.

Aqui se dá apenas material para você pensar no assunto, mas a vida é sua, a decisão é sua.

Pare um pouco e faça uma cuidadosa reflexão.

O que é mudar para melhor no seu caso?


Como foi dito na primeira linha deste texto, eu não sei da sua vida, você é que deverá refletir e decidir.

Se está tudo uma maravilha e você acha que não tem nada para mudar, que bom.

Mas se, ao contrário, você gostaria de mudar para melhor, então coragem, vá em frente, comece agora mesmo.

Liberte-se.

sábado, 16 de março de 2019


QUAL É PREÇO? E QUAL É O VALOR?



A vida de quem você ama não tem preço, mas tem um valor inestimável.



Preço e valor são duas coisas bem diferentes. Antes que algo tenha um preço, é preciso que tenha valor.

Você coloca preço em seus produtos ou serviços, mas você já parou para pensar no valor que eles têm?

Já se perguntou qual é o real valor do seu produto, do seu serviço ou negócio na vida das pessoas?

Comecei a aprender sobre isso em uma palestra do Flávio Augusto, que está disponível no YouTube. Depois aprendi mais nos seus livros e nas comunidades Geração de Valor.

Nesta palestra ele conta que certa vez um executivo da Amazon pediu desculpas aos acionistas porque a empresa teve lucro.

Ou seja, ele pediu desculpas por ter sobrado dinheiro naquele mês e porque teve que repassar dinheiro aos acionistas.

Parece estranho, não é mesmo?

Mas o executivo da Amazon fez isso porque a estratégia da empresa é criar valor e para isso deve investir todos os recursos e esforços com este objetivo: tornar-se valiosa no mercado.

Se sobrou dinheiro para os acionistas é porque a diretoria não investiu todos os recursos no principal objetivo da Companhia, por isso  o pedido de desculpas.

E é por isso mesmo que a Amazon é uma das empresas mais valiosas do mundo.

Isso quer dizer que antes de vender a Amazon, antes de colocarem um preço por ela, precisam valorizá-la, precisam criar valor.

Diz Flávio Augusto que qualquer empresa, qualquer organização ou prestador de serviço pode, e deve, se concentrar em gerar valor. O preço será uma consequência do valor que tiver.

Um escritório de advocacia, um açougue, uma prestadora de serviços de limpeza, uma escola, uma casa de lanches, um salão de beleza...

Qualquer negócio pode se dedicar ao objetivo de gerar valor. E isto não está diretamente ligado a vendas nem está necessariamente relacionado com aumento de despesas.

É claro que alguns casos são mais fáceis do que outros, mas não se está procurando o fácil nem preocupado com as dificuldades, pois nem sempre o mais fácil é o melhor nem o mais difícil é a pior opção.

O que  é preço e o que é valor?



Preço é o quanto alguém paga por algo.

Valor é a relevância que aquele algo tem na vida da pessoa.

E a relevância do produto ou serviço está no quanto aquilo resolveu o problema, solucionou a dor, mudou a vida para melhor.

Veja só os níveis de valores que as coisas podem ter.


Têm coisas que você compra por um preço baixo, mas têm um valor enorme para você.

Têm coisas que você compra por um preço alto, mas não têm muito valor para você.

Tem aquilo que você deu muito dinheiro para ter, que pagou um alto preço, mas você diz: valeu a pena! Isto tem um valor enorme na minha vida.

Mas ainda têm aquelas coisas que não têm preço, porque são realmente valiosas.

São tão valiosas, têm um valor tão alto, que nenhum dinheiro do mundo pode comprar.

As coisas mais valiosas não são coisas, por isso não podem ser compradas nem vendidas, mas existem e podem ser oferecidas, disponibilizadas, conquistadas, agregadas.

Por exemplo:

a gentileza, a verdade, a fidelidade, a sinceridade, a amizade, a atenção, a compreensão, a generosidade, a motivação, a saúde, o amor, a presença sincera e espontânea, a vida...

Nada disso pode ser comprado, nem precisa e nem deve ser comprado, mas é justamente isso que tem valor inestimável.

Já não basta mais alugar uma sala, colocar uma placa na frente, abrir a porta e esperar o cliente chegar.

Já não basta mais imprimir algumas cópias do seu currículo, colocar numa pastinha e sair distribuindo.

Já não basta mais publicar uma propaganda a promoção de um produto.
É importante saber avaliar que valor o serviço,  o produto ou o negócio tem na vida das pessoas e como este valor pode ser aumentado.

Só depois disso o “negócio pega preço”, como se diz na gíria.

E isto também é válido no âmbito pessoal.

Você pode sair para pedir um emprego simplesmente porque está precisando pagar suas contas.

Mas você também pode sair para oferecer uma solução para as empresas, para oferecer valor para elas.

Pergunte-se: o que você tem que faz diferença, que resolve problemas, que sana dores, que faz a empresa ser mais valiosa?

A sua resposta é o motivo pelo qual o empresário desejará ter você ligado a empresa dele.

Mas se você não encontrou uma resposta satisfatória, não se preocupe, levante-se agora de onde você está e comece a trabalhar nisso.

Mas se você for o empresário, então pergunte-se:


O que a sua empresa tem de diferente das outras concorrentes?

O que ela tem que sara as dores, as carências, as angústias das pessoas?

O que a sua empresa tem que resolve os problemas das pessoas?

O que o seu negócio tem que gera valor na vida das pessoas?

Se você ainda não encontrou respostas para estas perguntas, então levante-se agora de onde você está, fuja da zona de conforto e comece a trabalhar nisso.

Preço baixo? 
Um atendimento um pouco melhor? 
Boa localização? 
Produtos de qualidade? 
Prazos? 
Parcelas? 
Estacionamento privativo?

Nada disso é suficiente, porque estas são coisas básicas e universalizadas, não são diferenciais que geram valores reais na vida das pessoas.

Quando você ou o seu negócio realmente tiver valor diferencial para a vida das pessoas, elas não se importarão com o preço que terão que pagar nem com o quanto terão que viajar para chegar até você nem se terão prazo para pagar ou não.

Porque o que tem valor, não tem preço. 

O que tem valor vale a pena, valor o preço.

Mas como eu faço isso na prática?

Como eu aplico este princípio na minha vida pessoal ou no meu negócio?

Bom, isto vai depender de diversos fatores, de quais são os seus objetivos, o que você tem para oferecer, qual o tipo de negócio, qual a área, qual o público, a cidade, a região e muitas outras questões.

Por isso é assunto para uma conversa bem mais pessoal, porque cada caso é diferente e há uma série de particularidades a serem consideradas.

Pense nisso.

E liberte-se dos padrões.


quinta-feira, 14 de março de 2019

PREPARE-SE, E NÃO PERCA ESTA ONDA



Ficar se lamentando e colocando culpa nos outros nunca mudou para melhor a vida de ninguém. 


Segundo dados disponíveis no site do IBGE na internet, o Brasil tem hoje quase 13 milhões de desempregados. Destes 13 milhões de desempregados um percentual considerável já desistiu de procurar emprego.

Mas não são somente estes dados que são alarmantes, o IBGE também apura os casos de subemprego, o que eleva o número de 13 milhões para 23 milhões de desempregado e subempregados.

A palavra subemprego já diz que é um emprego inferior, é de baixa qualidade, é sub, não é suficiente para suprir as necessidades básicas do indivíduo e muito menos da sua família, não dá ao trabalhador uma perspectiva de crescimento futuro, não tem benefícios e não é seguro.



Aí onde você mora você deve ter percebido quantas empresas, na indústria e no comércio, têm fechado. Foram muitas, não é mesmo? Mas isto não é apenas um resultado negativo de políticas econômicas e crises financeiras, também é, mas faz parte de uma realidade bem mais ampla e complexa.

É preciso considerar que as relações de trabalho estão mudando rápida e profundamente com a r-evolução tecnológica que estamos vivendo há algumas décadas.

E neste contexto nem todo mundo acompanha esta r-evolução, alguns acabam ficando à margem, desatualizados, sem condições de responder a esta demanda.

Enquanto alguns postos de trabalho foram ocupados por softwares, novas profissões vêm surgindo quase que diariamente. É uma onda que você pode surfar, se estiver antenado e de mente aberta.  

Além disso, quem quer contratar está enfrentando enorme dificuldade de encontrar pessoas capacitadas.

Isto pode estar indicando uma deficiência da educação brasileira, que não deve apenas se preocupar com  capacitação técnica.

O excesso de técnica, sem humanidades e culturas, pode criar técnicos robotizados, sem imaginação, sem iniciativa, medrosos, inseguros, com dificuldade de aprender coisas novas, preconceituosos, de mente encaixotada, sem espírito empreendedor, com dificuldade para mobilizar cooperação e criatividade na solução de problemas. Estas são as principais causas das demissões, e não a falta de conhecimento técnico.

A maior causa das demissões não é a falta de conhecimento técnico, é falta de habilidade para mobilizar cooperação e criatividade na solução de problemas.


Por outro lado, em outras áreas da economia e do trabalho, profissionais se fortalecem e se preparam com estudos e mudança de mentalidade para preencher estes espaços que estão ficando vagos e os novos que estão surgindo.


Aprender sobre empreendedorismo, sobre mudança de mentalidade, sobre liberdade econômica e geográfica, sobre infonegócios, sobre educação financeira, sobre sistemas de distribuição e consumo inteligentes são apenas alguns dos novos caminhos que se abrem e se fortalecem.

Quem ficar de fora, quem parar de aprender e não abrir a mente, poderá enfrentar sérias dificuldades, tanto no mercado tradicional como no mercado que se revoluciona e se reinventa.

As transformações são irreversíveis, o enfraquecimento do mercado varejista tradicional é visível e este processo tende a ser acelerado pelo avanço rápido de novas tecnologias. Nos períodos de natal, por exemplo, no Brasil, as vendas pela internet têm superado as vendas nos shoppings.

É preciso ficar atento às novas oportunidades e ir se preparando, adquirindo conhecimento, viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes, aprender outros idiomas, dominar tecnologias, desenvolver habilidades e, acima de tudo, preparar-se para a solução de problemas com criatividade, em conjunto e cooperação.

Os bens mais valiosos que se pode adquirir atualmente são:


- Uma rede de relacionamentos sólidos.
- A habilidade de pôr conhecimentos em práticas na solução de problemas em cooperação.

Então? Você vai pegar esta onda ou vai ficar só boiando?

Liberte-se.