terça-feira, 19 de março de 2019


MUDANDO PARA MELHOR


Só você tem o poder de mudar sua vida



Eu não sei se sua vida está perfeita ou se você gostaria de mudar para melhor. Mesmo porque o importante é mudamos nós mesmos para melhor que a nossa vida também muda no mesmo sentido.

Vejamos:

Podemos mudar os outros? Não.
Podemos mudar as circunstâncias? Não.
Podemos mudar o mundo? Não.

Só podemos mudarmos a nós mesmos.

Por outro lado, tudo muda quando você muda, para pior ou para melhor.

Uma frase bem conhecida que não sei de quem é diz o seguinte:

Seja a mudança que você quer ver no mundo


Então nós podemos, sim, mudar as circunstâncias, as que nos rodeiam.
Podemos mudar o mundo, o nosso mundo.
Mas se, e somente se, mudarmos a nós mesmos primeiro.

Dou um exemplo.


Conheci um rapaz que estudava em uma Universidade Federal, ele vivia rodeado de universitários, vivia em palestras, congressos, aulas, bibliotecas, lendo, escrevendo, dialogando sobre ciência e sociedade. Era um jovem bonito e saudável.

Um tempo depois este amigo viciou-se em crack, aí ele vivia rodeado de usuários, em favelas, não lia mais nada, não escrevia mais nada, passou a roubar, a mendigar, a mentir, a enganar, deixou de tomar banho, emagreceu, vivia somente para conseguir e usar a droga e ficou doente.

Mais tarde ele fez um tratamento e libertou-se do crack, voltou a exercer a sua profissão, ganhou peso, curou-se, passou a ter dinheiro para se vestir melhor, para morar melhor, atraiu uma linda garota, se apaixonaram, se casaram, tiveram lindos filhos e formaram uma família maravilhosa e feliz.

Viu só?
Você muda, tudo muda, para melhor ou para pior.

As pessoas, os ambientes, as coisas que ele viveu continuam a existir, ele não mudou o mundo, ele mudou o seu mundo.


As circunstâncias não mudaram, a vida continuou trazendo problemas, tristezas, dificuldades, obstáculos ao rapaz, mas como ele mudou para melhor, não procurou mais a droga, não se refugiava mais nela e aprendeu a contornar e superar as dificuldades, até fazendo delas uma alavanca para melhorar ainda mais.

É claro que este exemplo está aqui simplificado, as coisas não são assim tão fáceis, mas são possíveis. Também escolhi um exemplo extremo, mas de propósito, pois não importa qual mudança você escolha fazer, ela é possível e deve começar pela sua mudança interior.

O que aconteceu com aquele jovem foi que ele olhou com sinceridade para si mesmo, se viu como era, empreendeu uma luta contra si mesmo e se superou, venceu seus monstros, conheceu-se melhor, aprendeu a mudar e teve coragem para isso.

Se há alguém que precisa mudar, este alguém somos nós mesmos, porque nós não podemos mudar os outros, não importa o quanto amemos uma pessoa, ela só muda se ela mesma quiser e trabalhar sobre si mesma.

O caminho do autoconhecimento é um caminho muitas vezes doloroso. Não é nada fácil olhar para si mesmo e reconhecer nossos próprios erros, nossos próprios defeitos, nossas fraquezas, nossas carências, nossas debilidades e começar a fazer alguma coisa para mudar isso.

É preciso muita coragem, poderá doer, mas certamente vai valer a pena.


Mudar para melhor também não é algo que fazemos do dia para a noite, leva tempo, e precisamos de ajuda e de cooperação, pois somos seres sociais, não vivemos isolados.

Mudar para melhor significa amadurecer, virar gente grande, grande mesmo.



Há uma série de ferramentas que se pode utilizar para mudar para melhor, terapia, espiritualidade, auto-observação, estudo da mente humana, conhecimento sobre as emoções humanas, meditação, mudança de mentalidade, grupos de ajuda mútua, psiquiatria, psicologia, terapias alternativas e muito mais.

O que não serve é achar que, como somos adultos, então já crescemos e não há mais nada o que mudar. Não serve também viver colocando a culpa de tudo no mundo, nos outros, no passado ou seja lá no que for.

Sempre temos como ser melhores. Melhores como humanos, como pai, como mãe, como filhos, esposo, esposa, profissional, amigo ou amiga.

Por melhor que esteja nossa vida externamente, muitas vezes sentimos dores, frustrações, temos dependências, sofremos com algum mal da alma, com alguma angústia.

É assustador o número de pessoas com depressão, ansiedade, pânico ou outro tipo de sofrimento psicológico em nossa sociedade, que, infelizmente, tem atingido até mesmo crianças.

Mas o que é alarmante mesmo é o grande número de suicídio que tem acontecido nas nossas cidades, principalmente de jovens.

Casos de suicídio não podem nem devem ser noticiados pela mídia, mas faça uma pesquisa e você se surpreenderá.

Recentemente, em São Paulo, houve uma onda de suicídios de adolescentes estudantes de escolas particulares de destaque na cidade.
Há cidades brasileiras em que o número de suicídios é maior do que o número de homicídios. E o número de homicídios no Brasil não é dos menores.


O que você mais houve ao seu redor, nas suas relações?


Não é “estou com pressa”, “é urgente”, “não tenho tempo para nada”, “estou na correria”, “ando estressada”, “só trabalho”, “é muita pressão”, “são muitas contas para pagar” e “odeio meu chefe”?

O que você mais vê nas ruas da sua cidade?


Não são carros e pessoas apressadas, correndo, engarrafamentos, pessoas falando ao telefone, passando mensagens e muitas vezes fazendo duas, três coisas ao mesmo tempo?

Mudar para melhor é uma escolha só sua, naquilo que você acha que precisa mudar.

Aqui se dá apenas material para você pensar no assunto, mas a vida é sua, a decisão é sua.

Pare um pouco e faça uma cuidadosa reflexão.

O que é mudar para melhor no seu caso?


Como foi dito na primeira linha deste texto, eu não sei da sua vida, você é que deverá refletir e decidir.

Se está tudo uma maravilha e você acha que não tem nada para mudar, que bom.

Mas se, ao contrário, você gostaria de mudar para melhor, então coragem, vá em frente, comece agora mesmo.

Liberte-se.

sábado, 16 de março de 2019


QUAL É PREÇO? E QUAL É O VALOR?



A vida de quem você ama não tem preço, mas tem um valor inestimável.



Preço e valor são duas coisas bem diferentes. Antes que algo tenha um preço, é preciso que tenha valor.

Você coloca preço em seus produtos ou serviços, mas você já parou para pensar no valor que eles têm?

Já se perguntou qual é o real valor do seu produto, do seu serviço ou negócio na vida das pessoas?

Comecei a aprender sobre isso em uma palestra do Flávio Augusto, que está disponível no YouTube. Depois aprendi mais nos seus livros e nas comunidades Geração de Valor.

Nesta palestra ele conta que certa vez um executivo da Amazon pediu desculpas aos acionistas porque a empresa teve lucro.

Ou seja, ele pediu desculpas por ter sobrado dinheiro naquele mês e porque teve que repassar dinheiro aos acionistas.

Parece estranho, não é mesmo?

Mas o executivo da Amazon fez isso porque a estratégia da empresa é criar valor e para isso deve investir todos os recursos e esforços com este objetivo: tornar-se valiosa no mercado.

Se sobrou dinheiro para os acionistas é porque a diretoria não investiu todos os recursos no principal objetivo da Companhia, por isso  o pedido de desculpas.

E é por isso mesmo que a Amazon é uma das empresas mais valiosas do mundo.

Isso quer dizer que antes de vender a Amazon, antes de colocarem um preço por ela, precisam valorizá-la, precisam criar valor.

Diz Flávio Augusto que qualquer empresa, qualquer organização ou prestador de serviço pode, e deve, se concentrar em gerar valor. O preço será uma consequência do valor que tiver.

Um escritório de advocacia, um açougue, uma prestadora de serviços de limpeza, uma escola, uma casa de lanches, um salão de beleza...

Qualquer negócio pode se dedicar ao objetivo de gerar valor. E isto não está diretamente ligado a vendas nem está necessariamente relacionado com aumento de despesas.

É claro que alguns casos são mais fáceis do que outros, mas não se está procurando o fácil nem preocupado com as dificuldades, pois nem sempre o mais fácil é o melhor nem o mais difícil é a pior opção.

O que  é preço e o que é valor?



Preço é o quanto alguém paga por algo.

Valor é a relevância que aquele algo tem na vida da pessoa.

E a relevância do produto ou serviço está no quanto aquilo resolveu o problema, solucionou a dor, mudou a vida para melhor.

Veja só os níveis de valores que as coisas podem ter.


Têm coisas que você compra por um preço baixo, mas têm um valor enorme para você.

Têm coisas que você compra por um preço alto, mas não têm muito valor para você.

Tem aquilo que você deu muito dinheiro para ter, que pagou um alto preço, mas você diz: valeu a pena! Isto tem um valor enorme na minha vida.

Mas ainda têm aquelas coisas que não têm preço, porque são realmente valiosas.

São tão valiosas, têm um valor tão alto, que nenhum dinheiro do mundo pode comprar.

As coisas mais valiosas não são coisas, por isso não podem ser compradas nem vendidas, mas existem e podem ser oferecidas, disponibilizadas, conquistadas, agregadas.

Por exemplo:

a gentileza, a verdade, a fidelidade, a sinceridade, a amizade, a atenção, a compreensão, a generosidade, a motivação, a saúde, o amor, a presença sincera e espontânea, a vida...

Nada disso pode ser comprado, nem precisa e nem deve ser comprado, mas é justamente isso que tem valor inestimável.

Já não basta mais alugar uma sala, colocar uma placa na frente, abrir a porta e esperar o cliente chegar.

Já não basta mais imprimir algumas cópias do seu currículo, colocar numa pastinha e sair distribuindo.

Já não basta mais publicar uma propaganda a promoção de um produto.
É importante saber avaliar que valor o serviço,  o produto ou o negócio tem na vida das pessoas e como este valor pode ser aumentado.

Só depois disso o “negócio pega preço”, como se diz na gíria.

E isto também é válido no âmbito pessoal.

Você pode sair para pedir um emprego simplesmente porque está precisando pagar suas contas.

Mas você também pode sair para oferecer uma solução para as empresas, para oferecer valor para elas.

Pergunte-se: o que você tem que faz diferença, que resolve problemas, que sana dores, que faz a empresa ser mais valiosa?

A sua resposta é o motivo pelo qual o empresário desejará ter você ligado a empresa dele.

Mas se você não encontrou uma resposta satisfatória, não se preocupe, levante-se agora de onde você está e comece a trabalhar nisso.

Mas se você for o empresário, então pergunte-se:


O que a sua empresa tem de diferente das outras concorrentes?

O que ela tem que sara as dores, as carências, as angústias das pessoas?

O que a sua empresa tem que resolve os problemas das pessoas?

O que o seu negócio tem que gera valor na vida das pessoas?

Se você ainda não encontrou respostas para estas perguntas, então levante-se agora de onde você está, fuja da zona de conforto e comece a trabalhar nisso.

Preço baixo? 
Um atendimento um pouco melhor? 
Boa localização? 
Produtos de qualidade? 
Prazos? 
Parcelas? 
Estacionamento privativo?

Nada disso é suficiente, porque estas são coisas básicas e universalizadas, não são diferenciais que geram valores reais na vida das pessoas.

Quando você ou o seu negócio realmente tiver valor diferencial para a vida das pessoas, elas não se importarão com o preço que terão que pagar nem com o quanto terão que viajar para chegar até você nem se terão prazo para pagar ou não.

Porque o que tem valor, não tem preço. 

O que tem valor vale a pena, valor o preço.

Mas como eu faço isso na prática?

Como eu aplico este princípio na minha vida pessoal ou no meu negócio?

Bom, isto vai depender de diversos fatores, de quais são os seus objetivos, o que você tem para oferecer, qual o tipo de negócio, qual a área, qual o público, a cidade, a região e muitas outras questões.

Por isso é assunto para uma conversa bem mais pessoal, porque cada caso é diferente e há uma série de particularidades a serem consideradas.

Pense nisso.

E liberte-se dos padrões.


quinta-feira, 14 de março de 2019

PREPARE-SE, E NÃO PERCA ESTA ONDA



Ficar se lamentando e colocando culpa nos outros nunca mudou para melhor a vida de ninguém. 


Segundo dados disponíveis no site do IBGE na internet, o Brasil tem hoje quase 13 milhões de desempregados. Destes 13 milhões de desempregados um percentual considerável já desistiu de procurar emprego.

Mas não são somente estes dados que são alarmantes, o IBGE também apura os casos de subemprego, o que eleva o número de 13 milhões para 23 milhões de desempregado e subempregados.

A palavra subemprego já diz que é um emprego inferior, é de baixa qualidade, é sub, não é suficiente para suprir as necessidades básicas do indivíduo e muito menos da sua família, não dá ao trabalhador uma perspectiva de crescimento futuro, não tem benefícios e não é seguro.



Aí onde você mora você deve ter percebido quantas empresas, na indústria e no comércio, têm fechado. Foram muitas, não é mesmo? Mas isto não é apenas um resultado negativo de políticas econômicas e crises financeiras, também é, mas faz parte de uma realidade bem mais ampla e complexa.

É preciso considerar que as relações de trabalho estão mudando rápida e profundamente com a r-evolução tecnológica que estamos vivendo há algumas décadas.

E neste contexto nem todo mundo acompanha esta r-evolução, alguns acabam ficando à margem, desatualizados, sem condições de responder a esta demanda.

Enquanto alguns postos de trabalho foram ocupados por softwares, novas profissões vêm surgindo quase que diariamente. É uma onda que você pode surfar, se estiver antenado e de mente aberta.  

Além disso, quem quer contratar está enfrentando enorme dificuldade de encontrar pessoas capacitadas.

Isto pode estar indicando uma deficiência da educação brasileira, que não deve apenas se preocupar com  capacitação técnica.

O excesso de técnica, sem humanidades e culturas, pode criar técnicos robotizados, sem imaginação, sem iniciativa, medrosos, inseguros, com dificuldade de aprender coisas novas, preconceituosos, de mente encaixotada, sem espírito empreendedor, com dificuldade para mobilizar cooperação e criatividade na solução de problemas. Estas são as principais causas das demissões, e não a falta de conhecimento técnico.

A maior causa das demissões não é a falta de conhecimento técnico, é falta de habilidade para mobilizar cooperação e criatividade na solução de problemas.


Por outro lado, em outras áreas da economia e do trabalho, profissionais se fortalecem e se preparam com estudos e mudança de mentalidade para preencher estes espaços que estão ficando vagos e os novos que estão surgindo.


Aprender sobre empreendedorismo, sobre mudança de mentalidade, sobre liberdade econômica e geográfica, sobre infonegócios, sobre educação financeira, sobre sistemas de distribuição e consumo inteligentes são apenas alguns dos novos caminhos que se abrem e se fortalecem.

Quem ficar de fora, quem parar de aprender e não abrir a mente, poderá enfrentar sérias dificuldades, tanto no mercado tradicional como no mercado que se revoluciona e se reinventa.

As transformações são irreversíveis, o enfraquecimento do mercado varejista tradicional é visível e este processo tende a ser acelerado pelo avanço rápido de novas tecnologias. Nos períodos de natal, por exemplo, no Brasil, as vendas pela internet têm superado as vendas nos shoppings.

É preciso ficar atento às novas oportunidades e ir se preparando, adquirindo conhecimento, viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes, aprender outros idiomas, dominar tecnologias, desenvolver habilidades e, acima de tudo, preparar-se para a solução de problemas com criatividade, em conjunto e cooperação.

Os bens mais valiosos que se pode adquirir atualmente são:


- Uma rede de relacionamentos sólidos.
- A habilidade de pôr conhecimentos em práticas na solução de problemas em cooperação.

Então? Você vai pegar esta onda ou vai ficar só boiando?

Liberte-se.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Muito do mesmo empobrece


Você acha que uma pessoa poderia comer só arroz a vida toda? 


Talvez até sobrevivesse por um tempo, mas o organismo sentiria falta de outros elementos que o arroz não tem e ficaria fraco, provavelmente adoeceria.

Com a terra também acontece o mesmo, plantar sempre a mesma cultura no mesmo lugar empobrece a terra, por isso é necessário enriquecê-la com fertilizantes ou intercalar as culturas.

E se uma pessoa passasse a vida toda só se alimentando de enlatados?


Já pensou?


Em algum momento o organismo também reclamaria por algo diferente e natural, com vida, como frutas, verduras, saladas, grãos, tirados da terra e preparados, sem conservantes e processos químicos.

Com nossa cognição acontece algo parecido, se alimentarmos nossa mente só com informações enlatadas, processadas, tratadas, ela empobrece, pode se enrijecer e até retroceder.

Eu nunca tinha feito parte de um grupo de whatsapp, principalmente de caráter político, e há alguns meses fui convidado para fazer parte de um e aceitei, como experiência.

O que vou dizer não está direcionado a nenhuma ideologia, nem de direita nem de esquerda e tampouco se restringe a grupos políticos, mas se estende a todos os tipos de grupos, principalmente de whatsapp, porque também participei e observei outros grupos, de negócios, por exemplo.

Não é uma crítica à tecnologia nem ao whatsapp nem às pessoas nem às ideologias.

Trata-se de um alerta com relação ao processo, como as coisas acontecem e como são consumidas, de acordo com o que tenho observado durante alguns meses.

Não se trata de resultado de pesquisa científica, este é um artigo livre em que convido você a refletir comigo.

Em um artigo anterior eu expliquei, aí sim, como professor de Português, o que ocorre com nossa mente quando lemos.

Baseando-me nas informações sobre leitura e cognição e nas observações e reflexões que tenho feito, posso afirmar que grupos de whatsapp específicos trazem muito do mesmo.

Você mesmo já deve ter percebido isso, como somos bombardeados nestes grupos com postagens incessantes e repetitivas. Muito do mesmo.

Além disso, são informações enlatadas, tratadas, trabalhadas, com tom sensacionalista, com intensão de causar impacto e a aderência da atenção e da convicção.

Uma frase, uma notícia, um pensamento, uma visão ou ideia repetida muitas vezes, exposta à nossa apreciação muitas vezes,  é inevitavelmente assimilada como uma verdade ou convicção, mesmo que seja um absurdo.

E aí entra a ideia do muito do mesmo, que empobrece, ameaça a saúde e o pleno funcionamento do corpo, ou neste caso, da mente.

Comparável a alimentar o corpo por anos e anos somente com enlatados. Mas isso a gente não faz. Fazemos com a mente talvez porque não sabemos como funciona ou não nos damos conta dos efeitos.

Veja se acontece isto com você.


Se a gente está em um grupo destes, durante o dia ouve os sinais de novas mensagens ou o telefone vibrando constantemente. Se estamos impossibilitados de olhar, quando vamos ver tem dezenas de mensagens em um grupo destes. E elas rodam quase que 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Então chega um momento em que a gente vai olhar e passa rápido por algumas, para um pouco mais em outras, algumas a gente lê, alguns vídeos, geralmente os mais curtos e simples, a gente assiste. Mas geralmente não há muito o que ler, são manchetes, textos curtos, vídeos, cores, áudios dramáticos, chamadas do tipo bombástica.

Não é assim?

 E se há um link para uma pesquisa mais completa, por falta de tempo muitas vezes a gente nem vai conferir, ler, refletir, ponderar. E muito menos pesquisar outras matérias, documentos oficiais, opiniões diferentes para poder só então formar uma opinião. O imediatismo, somado a outras questões, nos faz engolir rápido o que passa diante dos nossos olhos.

E, com fome, com pressa, engolimos o enlatado rapidamente, sem nem perceber ou pensar no que estamos fazendo.

Os efeitos vão se acumulando, se somando e nossa cognição empobrece por falta de vitaminas, de leitura mais completa, complexa, reflexiva, por falta de pensar mesmo.

Isto não é uma crítica, não aponta culpados nem culpas, é apenas uma constatação e uma reflexão.

Não significa que não podemos consumir enlatados, só não podemos consumir somente enlatados desta forma como descrevi. E se assim o fizermos, não devemos oferecer aos outros, porque faz mal.

Portanto, é bom lembrar que as redes são feitas para enredar, para aprisionar, não para libertar.


Assim é a teia de aranha e a rede de pesca.
E até mesmo a rede de dormir, tão gostosa, também pode enredar se não soubermos utilizá-la com ponderação. Não é mesmo?

Pense nisso.

E cuide-se. 

Liberte-se.