quarta-feira, 22 de maio de 2019

A IMPORTÂNCIA DE SABER LIDAR COM FRUSTRAÇÕES


Aviso de spoiler: o mundo não foi feito para satisfazer as nossas expectativas.



O que é frustração?

É um sentimento gerado diante de expectativa ou plano que não se cumpriu.

Tudo bem, isto não tem nada de mais.

A não ser que este sentimento gerado diante de uma expectativa ou plano que não se cumpriu seja disfuncional, que o indivíduo não saiba lidar com ele, que ele acabe sendo exacerbado, gerando ira, desconforto emocional intenso, sofrimento, descontrole e ações drásticas e destrutivas.

Aí tem algo de mais, sim, e merece atenção.

A frase “se não for minha (meu), não será de mais ninguém” é típica da dificuldade de lidar com a frustração.

Se não der certo, aí eu me mato” é outra frase que demonstra o extremo desta dificuldade de lidar com a frustração.

No entanto, quem criou a expectativa ou o plano e não se preparou para uma resposta negativa ou pelo menos considerou esta possibilidade?

A vida, o mundo, as pessoas têm sempre que corresponder as nossas expectativas e colaborar com nossos planos?

Aviso de spoiler:

Nada nem ninguém têm que corresponder às expectativas que criamos e aos planos que fazemos.

E na maioria das vezes não haverá colaboração e correspondência.

A vida é assim.

As expectativas e planos são criados por nós, dentro de nós, muito particularmente e de acordo com nosso sistema de crenças.

E, pasmem, muitas vezes nem comunicamos aos outros nossas intensões, nossos planos e nossas expectativas, mas queremos que sejam adivinhados e satisfeitos como se fôssemos uma espécie de rei ou divindade.

Pior ainda, algumas vezes nem nos esforçamos tanto assim para conquistar o que queremos e, se a vida não nos dá, batemos o pé e fazemos birra, frustrados.

Este é um comportamento típico de quem?

Sim, das crianças mimadas.

E o que isto indica, então?

Sim, acertou de novo, falta de maturidade emocional.

E isto é culpa de quem?

De ninguém. Nem daquele que sente desta forma.

Não há culpa nem se deve procurar culpados, o que há é responsabilidade.

Todo aquele que descobre em si mesmo que tem dificuldade de lidar com as frustrações não tem culpa disso, mas tem a responsabilidade de procurar ajuda e começar uma mudança com sinceridade.

E quanto às crianças, é responsabilidade dos pais educarem sua emoção para saber lidar com as frustrações, que serão inevitáveis na vida.

Como educador, não acho que se eduque uma criança neste sentindo apenas expondo-a a frustrações propositalmente, isso não basta e pode ter um resultado indesejável.

Entendo que é necessário explicar como a vida e o homem funciona, dizendo que o sentimento de frustração é natural, mas que se deve desenvolver estratégias para lidar com ele de forma saudável. Dando exemplo, demonstrando em si mesmo, vivendo junto, aproveitando as oportunidades práticas da vida, que não são poucas, para ensinar.

E por que decidi escrever para você sobre este assunto?

Porque entendo que muitas tragédias pessoais têm ocorrido por conta da dificuldade de se lidar com a frustração.

E, além disso, esta dificuldade causa dor, eu sei porque já a vivi.

Por não saber lidar com a frustração muitos têm recorrido à violência, às drogas, ao conflito social, ao assassinato, ao suicídio e alguns têm caído inadvertidamente na depressão e na confusão mental e emocional.

Como os casos extremos podem funcionar?

Diante da reprovação no concurso: pode vir o pensamento de desistir de tudo.

Por não ter passado no vestibular: pode-se tomar a decisão de nunca mais tentar de novo.

Tirou nota baixa no colégio: então não adianta estudar, sou burro mesmo, não aprendo, não mereço, não gosto, não quero boas notas.

A empresa o demitiu: nossa, agora minha vida está desgraçada, estou perdido, e a depressão pode ir se instalando.

A esposa ou a namorada (o esposo ou o namorado) não quer mais o relacionamento: não saber lidar com uma frustração assim pode levar à violência, ao suicido ou ao assassinato.

Não se admite que as coisas não saiam como se gostaria que fosse, isto é intolerância à frustração.

Não sou psicólogo, sou um educador que teve que aprender a se educar, a educar as próprias emoções, por isso não escrevo como quem trata, mas como que já foi tratado, apenas para dizer a você que a vida fica mais leve e colorida se aprendermos a lidar com as próprias emoções.

Não é como profissional da psicologia que escrevo, mas como profissional da educação e da escrita, para dizer a você que o psicólogo é o especialista nestas questões e é quem pode nos ajudar.

Não há que se ter medo ou vergonha de pedir ajuda, pois não saber lidar com as próprias emoções pode fazer da vida um inferno e não precisamos viver assim se tem como viver melhor.

Além disso, ler, estudar, pesquisar e conversar sobre o assunto é um grande passo para superar qualquer dificuldade neste sentido, mas enxergar que se tem a dificuldade é o primeiro.

A dificuldade de lidar com as frustrações pode levar uma pessoa a desistir fácil dos seus objetivos, pode atrapalhar os planos, pode detonar a autoestima, pode travar a vida.

E ninguém quer que isto aconteça, não é mesmo?

Espero ter ajudado você de alguma forma com este artigo.

Se você quiser saber mais ou conversar sobre este ou outros assuntos, pode deixar seu comentário aqui ou entrar em contato comigo pelos seguintes canais:

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

VOCÊ JÁ PENSOU SOBRE A AUTOPUNIÇÃO?


A autopunição é o mais cruel dos castigos

Vou abordar este assunto porque pode ser que você já tenha passado por isso ou até esteja passando.

Houve um período da minha vida, um longo período, que durou mais tempo do que deveria, em que eu não gostava de mim mesmo.

Acho que posso dizer que eu me odiava.

Eu repetia frases na minha cabeça, para mim mesmo, do tipo “eu não presto”; “eu não tenho sorte”; “tudo sempre dá errado pra mim”; “eu sou um bosta”; “eu mereço”, se fosse algo ruim; ou “eu não mereço”, quando era algo bom.

Horrível! Não é?

Você já viu algo parecido?

Se viu, então já deve saber como algo assim é prejudicial.

Se não viu e um dia se deparar com este tipo de comportamento, invista contra ele, não contra a pessoa, tente ajudar ou se ajudar, se for o caso.

Aquela forma como eu tratava a mim mesmo me causou muitos problemas, muitas dificuldades.

A autopunição pode ser o motivo de uma vida inteira de insatisfação, confusão e problemas.

Se alguém diz que não merece algo, então não merece e não terá aquilo.

Se alguém diz que tudo dá errado para si mesmo, então tudo vai dar errado.

Se alguém diz que é um azarado, aumenta muito a chance de não ter sucesso na vida.

Se diz que não presta, está vendo a si mesmo de forma equivocada, não se aceita, não se perdoa por algo que tenha feito e que tenha julgado como sendo um “erro”.

Mais tarde descobri que eu não gostava de mim mesmo e que eu era contra mim, porque me julgava, me condenava e me punia. De um jeito que não parecia que eu estava fazendo assim.

Nem sempre a autopunição é consciente.

Um círculo negativo se fazia, eu dizia (e pensava, e sentia, estava convencido)  que não merecia, que não ia dar certo, e não dava mesmo, isto alimentava meu convencimento, tornava-se a prova da minha razão.

Ninguém estava me punindo, eu mesmo fazia isto. Eu me sabotava e sabotava tudo o que eu fazia, acabei por dificultar um bom pedaço da minha vida.

Hoje eu compreendo que tudo o que vivi, tudo o que eu fiz, mesmo os erros, fazem parte de quem eu sou e negar isso é negar a mim mesmo.

E aceito que nem tudo eu posso compreender e dominar, apenas aconteceu, apenas vivi, se não fiz diferente foi porque eu não poderia ter feito de outra forma e, além disso, já passou e o passado não pode mais ser mudado.

Nem tudo o que a gente considera como um erro, uma falha terrível, é assim mesmo.

Muitas ações que eu considerei um erro meu, depois, mais adiante, se mostraram um acerto, delas se originaram coisas boas, eu apenas não fui capaz de ver desta forma naquele momento.

Minha capacidade de julgamento falhou muitas vezes, então optei por ter mais cuidado com isso.

Também aprendi que eu não preciso ver as coisas sempre de forma dualista, como sendo erro ou acerto, bem ou mal, certo ou errado.

Esta forma de pensamento foi construída em mim, e é só isso, um modelo de cognição, um modelo de pensamento, não é necessariamente a realidade das coisas.

Já vi muitos erros, que pareceram horríveis em um momento, se tornarem a melhor opção depois.

Também já vi ações, que pareceram maravilhosamente boas em um momento, se tornarem uma tragédia depois.

Não há porque carregar tanta culpa e se punir tanto pelo que já passou.

Só pelo fato de ser um ser humano você já merece coisas boas e merece que tudo dê certo. Você tem o direito de desejar o melhor para você e deve se amar.

Todos os humanos falham e acertam muito, você falha e acerta e será assim enquanto viver, porque isto é ser humano, não pode ser diferente.

A autopunição é a pior e mais cruel de todas. E uma pessoa pode criar um inferno para si mesmo, em si mesmo, na sua própria consciência.

A autopunição pode ser a causa de um casamento infeliz, de desajustes sociais, de notas baixas na escola, de um emprego ruim, de dificuldades financeiras, de doenças e de muitos conflitos.

Eu não vivi cometendo erros, eu apenas vivi.

E viver é isso, errar, mas acertar também.

Se você estiver vivendo algo parecido com isso, não seja seu próprio carrasco, não puna a si mesmo, você não merece isso.

Procure mudar seu modelo de pensamento e tomar mais cuidado com o julgamento que faz das coisas e de si mesmo.





quinta-feira, 16 de maio de 2019

A INCRÍVEL FORÇA DO QUERER


Tem gente que diz que querer não é poder, mas é sim,e eu posso provar.


 Uma das cadeias mais rígidas que eu já vi é a cadeia das drogas.


Umas das piores prisões, com tortura, castigos e sofrimento, de onde é muito difícil fugir.

De lá só escapa aquele que tem “o sincero desejo de parar de usar”.

E este princípio funciona para qualquer tipo de escravidão, de vício, de dependência, de compulsão, de sofrimento.

Acredite, já acompanhei de perto muitos casos, não adianta prender, bater, trancar por meses ou anos, dar remédios, não adianta conhecimento, informação, pedir ou suplicar.

Tudo isso é importante, mas o querer da pessoa é um ingrediente indispensável, sem ele nada disso funciona.

Sempre que um dependente quiser usar ele vai usar.

E só quando ele, com toda sinceridade, não quiser mais usar é que conseguirá parar. Talvez não sozinho, não de uma hora para a outra, mas vai conseguir.

Este querer a que me refiro não é qualquer querer, não é um querer simples, superficial ou passageiro, é o que chamo de um “querer que vem lá das entranhas”.

Já vi isso acontecer muitas vezes e já provei desta força, da força do querer.
E se este poder serve para quebrar correntes, também serve para construir pontes.

Se serve para libertar, também serve para alcançar objetivos.

Nunca diga “eu queria, mas não consigo”, elimine esta ideia da sua mente, por favor.

Se um ser humano quer mesmo, ele consegue, pode não conseguir hoje, pode demorar, pode dar trabalho, mas se o querer é das entranhas, se é visceral, se vem lá de dentro, então ele vai perseguir seu objetivo até alcançá-lo. Pode ter certeza disso.

Este querer poderoso não é só da mente, ele tem raízes em outros níveis, ele faz arrepiar, ele faz tremer a carne, ele mexe com nossas vísceras, acelera nosso coração, é quase uma obsessão.

Já vi pessoas fazerem milagres com este poder, pessoas se dedicarem a coisas que ninguém acreditava que fossem possíveis e eles conseguiram.
Eu mesmo já contei em outros artigos que passei fome e dormi na rua, mas não desisti e me formei em uma Universidade Federal. E de ajudante de pedreiro aos 29 anos, eu me tornei professor e lecionei em instituições de ensino de destaque no país.

Alimentei “quereres” por décadas até satisfazê-los.

Acho sinceramente que o homem é um ser que tem poderes que não sabe usar.

Um destes poderes é o poder do “querer”, deste querer visceral.

Uma força que não há obstáculo que possa contê-la. Não há corrente que possa prendê-la, não há dificuldade capaz de impedi-la.

Você acredita nisso?

Eu não só acredito, já experimentei, já vivi e já vi este poder em funcionamento muitas vezes.

Faça uma experiência, descubra algo que você quer muito, mas muito mesmo, algo que não seja prejudicial a você nem a ninguém, algo bom, ético, como um bem, um carro, uma profissão, uma habilidade, uma viagem, uma profissão.

Certifique-se de que este querer é visceral, é profundo mesmo, é muito forte.

Fortaleça ele ainda mais, dia após dia, e trabalhe para conseguir, faça o que tem que ser feito, mas sempre sem prejudicar outra pessoa ou a si mesma.

Tenha paciência, nem tudo surge instantaneamente, ao apertar de um botão, algumas coisas têm seu tempo e este tempo deve ser cumprido.

Se falhar, comece de novo, procure outro caminho, reforce seu querer e continue.

Neste caso, não importa um desconforto temporário, abrir mão de algumas coisas, o esforço que se tenha que fazer ou o tempo que possa levar, o bem maior é aquilo que se quer tanto.

Faça uma experiência e depois me conte o resultado.

E se desejar compartilhar seu querer comigo, se quiser fazer perguntas ou compartilhar alguma situação que ocorre com você, pode comentar este artigo ou me enviar mensagem privada, seja por e-mail, whatsapp, facebook ou Instagram.

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

VOCÊ SABE LER OS SINAIS DA VIDA?



Veja o aconteceu comigo 


Os caminhos que me levaram à uma Universidade Federal



Eu não tinha todo o dinheiro para fazer a inscrição do vestibular, no último dia  achei o valor exato que faltava embaixo de um banco de praça, enquanto caminhava e conversava com um casal de amigos, por isso fui fazer a prova sabendo que ia passar. E passei.

Claro que não passei só por isso, também estudei.

Poderia não ter passado, mas quando isso aconteceu senti que naquelas entrelinhas a vida tinha escrito um texto para mim, indicando a possibilidade de um caminho, que realmente se concretizou.

Os caminhos que me tornaram um professor



Alguns meses depois que comecei o curso, eu fazia todos os dias o mesmo caminho da Universidade ao shopping, onde eu trabalhava, e passava sempre na frente de uma escola particular.

Toda vez que eu passava ali, olhava para ela e de alguma forma sentia uma atração, não era racional, não havia planos, eu nem conhecia aquele colégio, não sabia como ele era.

As impressões não eram muito claras, mas havia uma sensação sutil de que aquele lugar tinha ou teria algo a ver comigo.

Uma voz baixinha falava lá no fundo do meu ser que um dia eu ainda estaria do lado de dentro daquela escola.

Dois anos depois eu fui contratado como professor daquele colégio e nunca fui pedir emprego lá.

Um professor do meu curso, da Universidade, havia sido contratado por aquela escola para assessorar os professores e ele me convidou para acompanhá-lo nas reuniões, como uma forma de eu adquirir know how . Foi assim que depois de um tempo eu fui convidado pela direção para trabalhar com lá.

E aquela sensação lá do início, quando eu caminhava sete quilômetros da Universidade ao shopping onde eu trabalhava de estoquista em uma loja, era a vida dando sinais de que outros caminhos se abririam para mim.

Os caminhos que me levaram a realizar um sonho


Sete anos depois, eu estava planejando fazer a minha primeira viagem internacional de moto, um sonho que eu tinha desde a adolescência, há mais de 20 anos.

Mas uma situação inesperada me obrigou a vender a moto que eu tanto amava. Parecia o fim dos meus planos.

Algum tempo depois, a situação financeira começou a mudar de novo. Um dia passei na frente de uma loja e vi uma moto para vender que era exatamente igual aquela que eu tinha.

Naquele momento, como eu já havia aprendido a ler os sinais da vida, tive certeza de que conseguiria realizar aquela viagem. Entrei na loja e comprei a moto.

Depois de mais ou menos 1 ano eu fiz a viagem.

O que aprendi


Contei para você apenas três ocasiões em que a vida me mostrou, o que viria a acontecer comigo, mas vivi muitas outras.

Se a vida não me mostrou, eu fiz a leitura, e aconteceu o que eu li.

Foi assim que aprendi a ler os sinais da vida, como leio os sinais gráficos dos textos.

Mas gostaria que você percebesse que as coisas não aconteceram somente por destino ou porque eu fiz a leitura, mas também porque eu estava fazendo a minha parte, trabalhando, estudando e, principalmente, sonhando.

Além disso, não forcei a vida, não impus controle, ela fluiu.

Não pedi o dinheiro para fazer a inscrição no vestibular.
Não pedi emprego naquela escola.
Não procurei a moto para fazer a viagem.

Eu apenas quis muito.
E estudei para passar no vestibular,
E me dediquei no trabalho no shopping e na Universidade.
Trabalhei para ganhar o dinheiro que depois comprou a moto e financiou a viagem.
Li os sinais da vida, os caminhos que ela me indicou.
E me permiti sonhar.

Não estou querendo te dizer que a vida oferece de graça, nada veio fácil.
Foi com muito esforço;
com planejamento;
foram muitas noites sem dormir, estudando e fazendo trabalhos da faculdade;
foi com muito trabalho e até com fome;
mas com persistência e foco.
Aí sim as coisas vieram, as oportunidades se apresentaram e eu estava pronto e atento.

Fazer a leitura da vida é entender o caminho que a vida mostra, assim fica bem mais fácil.

Porque eu também já tentei muitos caminhos que não se abriram e tive que reconhecer que não era por ali que eu tinha que ir.

Já outros se abriram e tudo fluiu quase que por lógica.

Você deve ter percebido que alguns levaram tempo, até anos.
Eu só comecei a lecionar em uma boa escola particular depois de dois anos estudando e trabalhando em um estoque de loja, sem dinheiro até para comer, muitas vezes.

E acredito que se eu tivesse cismado em trabalhar em outra escola ou tivesse escolhido outro caminho, talvez tivesse tentado muito ser ter sucesso.

Fazer a leitura da vida é como estar em um cruzamento e ler as placas para descobrir qual é o caminho que temos que seguir.

Quando estou em uma encruzilhada na vida, quando estou com dúvida e não sei por onde devo seguir ou o que devo fazer, então não faço nada.

Apenas faço o que se faz antes de cruzar a linha do trem:
paro, olho e escuto.

Nestes casos, antes de tomar decisão, aprendi a parar, prestar atenção, olhar para o que a vida está me apresentado, fazer a leitura e interpretação para depois seguir.

E foram inúmeras as vezes em que eu não precisei tomar a decisão, não precisei estar no controle e a porta se abriu sozinha, eu só tive que entrar, fazer o meu melhor e desfrutar.

No momento em que escrevo este texto estou vivendo outra situação como estas que descrevi para você.

Fiz a leitura, interpretei, as portas estão se abrindo e eu estou entrando.
A caminho de viver mais um sonho.

Mas tem planejamento, de 2 anos, muito trabalho também e aquela certeza de que tudo dará certo, porque já li nas placas de trânsito da vida que o cominho que ela abriu para mim é este.

Quando tudo se realizar por completo, eu conto para você como foi.

Mas já estou avisando agora como prova do que estou dizendo neste artigo, até o final de 2020 se cumprirá o que eu li na vida no final de 2018.

Tenho certeza.

Você pode experimentar algumas dicas que dou aqui, e se quiser mais detalhes, se quiser fazer perguntas ou compartilhar alguma situação que ocorre com você, pode comentar este artigo ou me enviar mensagem privada, seja por e-mail, whatsapp, facebook ou Instagram.

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segunda-feira, 6 de maio de 2019

TESTAMENTO DE UM LEITOR


Depois de 38 anos de estudo, finalmente cheguei no começo e posso começar a aprender.


Não escrevo porque presumo saber das coisas ou presumo que posso ensinar ou dar lições, escrevo porque para mim é uma necessidade.

Escrever faz parte de mim, da minha vida, de quem eu sou, então não posso, e não quero, fugir disso.

Escrevo para compartilhar ideias, não para ter razão.

Escrevo para perguntar e provocar perguntas, não para dar respostas.

Considero as perguntas mais importantes do que as respostas.

Aliás, aos 52 anos, depois de 38 anos de leituras e estudos constantes, depois de centenas de livros lidos, de estudar os mais diversos assuntos, viver em muitos lugares, viajar bastante, depois de experimentar uma enorme diversidade de modos de vida, descobri que não sei nada.

Parece que agora estou quase pronto para começar a aprender.

E tenho muito mais perguntas hoje do que tinha no passado.


Houve vários momentos em que eu achei que sabia, então eu dava respostas sobre a vida, sobre o homem e até sobre Deus.

Quanta presunção!

Hoje não me arrisco mais a fazer isto, começo a vislumbrar a complexidade e a grandiosidade da vida, do homem e ainda mais de Deus.

Estou começando a entender o tamanho que tenho diante de questões tão grandes, sou pequeno demais, minha mente, humano que sou, é limitadíssima, tem pouco alcance.

Então como posso querer explicar algo tão grande?

Seria muita presunção achar que sei, se depois de tanto estudar, ler e viver sequer toquei no conhecimento.

Acho que devo começara a aprender.

Por isso cada dia que passa tenho mais perguntas e menos respostas. Cada dia que passa me distancio mais daquela fase da vida em que eu era o dono da razão. Hoje não sou dono de nada, ainda bem, isto é um alivio.

Mas estou muito feliz por ter chegado a este ponto: o começo.

Talvez eu esteja perdendo a ilusão de que eu sabia algo e isto seria ótimo, porque a maior inimiga do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento (esta frase não é minha, alguns dizem que é de Stephen Hawking e outros dizem que é de Daniel Boorstin. Eu não posso afirmar com certeza quem é o autor desta frase, apenas gosto dela.).

Tenho encontrado cada vez mais “donos da razão”, “detentores da verdade”, pessoas capazes de explicar a vida, de te ensinar como viver de forma correta e até capazes de explicar Deus.

Espero poder aprender algo com estas pessoas.

De minha parte, sigo preferindo as perguntas.







quinta-feira, 2 de maio de 2019

MINIMALISMO E NOMADISMO


Pouco para viver muito, em liberdade

Esticando as pernas e desfrutando do visual
em Cordilheira dos Andes - Chile

Estes dois conceitos têm muito a ver um com o outro.

Os dois pressupõe liberdade, desprendimento e baixo consumo.

No minimalismo a ideia não é ter mais nem ter muito, é ter menos e melhor, o que requer desapego. E o foco é viver, viver em liberdade.

No nomadismo a ideia é não estar preso a um só lugar, já que não temos raízes, temos pernas. 

E viajar pelo mundo carregando um mundo de coisas é inviável. Isto requer desapego também, de coisas, pessoas e lugares. E o foco é viver, viver em liberdade.

No meu caso, que viajo de moto, aprendi cedo que moto não tem porta malas, então não dá para levar muita coisa nem dá para ficar comprando muito na viagem.

O lema é: viaja e vive.

Experimenta, guarda algumas imagens e a experiência dentro de si, que enriquece sem ocupar espaço.

Para viajar de moto é preciso levar o mínimo necessário, só o imprescindível, que deve ser de boa qualidade, deve ocupar pouco espaço e ter pouco peso. Assim as viagens, e a vida, ficam mais leves.
Uma noite no camping municipal de Metán,
província de Salta, norte da Argentina.

Quanto mais coisas uma pessoa tem, maior a possibilidade de ter também mais despesas, ter menos liberdade, produzir mais lixo, consumir mais, estar mais exposto a riscos, sentir mais insegurança, ter mais medos, mais preocupações e viver mais ilusões.

Muitos têm comprovado que é mais barato viver viajando pelo mundo do que manter uma vida fixa no Brasil, mantendo casa, apartamento, condomínio, veículos, impostos, educação, saúde e tudo o que envolve um estilo de vida assim.

Além disso, viajar oferece muitas outras vantagens que viver fixo em um lugar não oferece.

A decisão de viver de um jeito ou de outro é pessoal, o importante é que seja uma decisão, que a pessoa saiba que pode decidir e alcançar o que deseja.

Faça o que fizer, faça se quiser.

Ainda assim, o minimalismo e o nomadismo são estilos de vida que conquistam cada vez mais adeptos ao redor do mundo, cada vez mais felizes.

Estas pessoas partem da lógica que acumular coisas e viver preso em um lugar não tem lógica. É procurar sarna para se coçar.

Ainda mais se considerarmos que o planeta é enorme, é lindo, a vida é curta e "dessa vida só se leva a vida que se leva", como ouvi um padre dizer no velório de uma amiga uma vez. 

Então, liberte-se.