segunda-feira, 11 de março de 2019

Muito do mesmo empobrece


Você acha que uma pessoa poderia comer só arroz a vida toda? 


Talvez até sobrevivesse por um tempo, mas o organismo sentiria falta de outros elementos que o arroz não tem e ficaria fraco, provavelmente adoeceria.

Com a terra também acontece o mesmo, plantar sempre a mesma cultura no mesmo lugar empobrece a terra, por isso é necessário enriquecê-la com fertilizantes ou intercalar as culturas.

E se uma pessoa passasse a vida toda só se alimentando de enlatados?


Já pensou?


Em algum momento o organismo também reclamaria por algo diferente e natural, com vida, como frutas, verduras, saladas, grãos, tirados da terra e preparados, sem conservantes e processos químicos.

Com nossa cognição acontece algo parecido, se alimentarmos nossa mente só com informações enlatadas, processadas, tratadas, ela empobrece, pode se enrijecer e até retroceder.

Eu nunca tinha feito parte de um grupo de whatsapp, principalmente de caráter político, e há alguns meses fui convidado para fazer parte de um e aceitei, como experiência.

O que vou dizer não está direcionado a nenhuma ideologia, nem de direita nem de esquerda e tampouco se restringe a grupos políticos, mas se estende a todos os tipos de grupos, principalmente de whatsapp, porque também participei e observei outros grupos, de negócios, por exemplo.

Não é uma crítica à tecnologia nem ao whatsapp nem às pessoas nem às ideologias.

Trata-se de um alerta com relação ao processo, como as coisas acontecem e como são consumidas, de acordo com o que tenho observado durante alguns meses.

Não se trata de resultado de pesquisa científica, este é um artigo livre em que convido você a refletir comigo.

Em um artigo anterior eu expliquei, aí sim, como professor de Português, o que ocorre com nossa mente quando lemos.

Baseando-me nas informações sobre leitura e cognição e nas observações e reflexões que tenho feito, posso afirmar que grupos de whatsapp específicos trazem muito do mesmo.

Você mesmo já deve ter percebido isso, como somos bombardeados nestes grupos com postagens incessantes e repetitivas. Muito do mesmo.

Além disso, são informações enlatadas, tratadas, trabalhadas, com tom sensacionalista, com intensão de causar impacto e a aderência da atenção e da convicção.

Uma frase, uma notícia, um pensamento, uma visão ou ideia repetida muitas vezes, exposta à nossa apreciação muitas vezes,  é inevitavelmente assimilada como uma verdade ou convicção, mesmo que seja um absurdo.

E aí entra a ideia do muito do mesmo, que empobrece, ameaça a saúde e o pleno funcionamento do corpo, ou neste caso, da mente.

Comparável a alimentar o corpo por anos e anos somente com enlatados. Mas isso a gente não faz. Fazemos com a mente talvez porque não sabemos como funciona ou não nos damos conta dos efeitos.

Veja se acontece isto com você.


Se a gente está em um grupo destes, durante o dia ouve os sinais de novas mensagens ou o telefone vibrando constantemente. Se estamos impossibilitados de olhar, quando vamos ver tem dezenas de mensagens em um grupo destes. E elas rodam quase que 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Então chega um momento em que a gente vai olhar e passa rápido por algumas, para um pouco mais em outras, algumas a gente lê, alguns vídeos, geralmente os mais curtos e simples, a gente assiste. Mas geralmente não há muito o que ler, são manchetes, textos curtos, vídeos, cores, áudios dramáticos, chamadas do tipo bombástica.

Não é assim?

 E se há um link para uma pesquisa mais completa, por falta de tempo muitas vezes a gente nem vai conferir, ler, refletir, ponderar. E muito menos pesquisar outras matérias, documentos oficiais, opiniões diferentes para poder só então formar uma opinião. O imediatismo, somado a outras questões, nos faz engolir rápido o que passa diante dos nossos olhos.

E, com fome, com pressa, engolimos o enlatado rapidamente, sem nem perceber ou pensar no que estamos fazendo.

Os efeitos vão se acumulando, se somando e nossa cognição empobrece por falta de vitaminas, de leitura mais completa, complexa, reflexiva, por falta de pensar mesmo.

Isto não é uma crítica, não aponta culpados nem culpas, é apenas uma constatação e uma reflexão.

Não significa que não podemos consumir enlatados, só não podemos consumir somente enlatados desta forma como descrevi. E se assim o fizermos, não devemos oferecer aos outros, porque faz mal.

Portanto, é bom lembrar que as redes são feitas para enredar, para aprisionar, não para libertar.


Assim é a teia de aranha e a rede de pesca.
E até mesmo a rede de dormir, tão gostosa, também pode enredar se não soubermos utilizá-la com ponderação. Não é mesmo?

Pense nisso.

E cuide-se. 

Liberte-se.





domingo, 10 de março de 2019

Verdades inconvenientes


Inconvenientes geralmente são as verdades dos outros.


A nossa verdade geralmente é a única que presta. E é quase natural ao homem pensar deste jeito. Mas viver em sociedade se baseando sempre em convicções deste tipo pode ser perigoso.

Pode existir uma verdade única?

Sim, pode.

“O homem respira”.
Esta poderia ser uma verdade única.

Embora eu não duvide de que alguém possa ter uma explicação diferente, pois não sou um cientista da biologia e prefiro sempre deixar espaço para o novo, o surpreendente, aquilo que eu não imaginei e não conheço.

Mas existem aquelas verdades que são verdades vistas do meu lugar e não são verdades do ponto de vista do outro.

Imagine que estamos eu e você de frente um para o outro e eu escrevo no chão uma expressão, que olhando do seu lado você a vê assim:
I + XI = X
Se eu perguntar a você se esta expressão é verdadeira, você vai responder que não, que 1 + 11 não é igual a 10.

Mas se você vier do meu lado e olhar a mesma expressão a verá deste jeito:
X = IX + I
E agora, do meu ponto de vista, a expressão é verdadeira.

Este é somente um exemplo que tomei emprestado do livro Origem, do Dan Brown, para demonstrar que algumas vezes existe a nossa verdade e a verdade do outro, as duas igualmente dignas de respeito.

“Às vezes só é necessário mudar a perspectiva para enxergar a verdade da outra pessoa.” (Professor Robert Langdon, personagem de Dan Brown)

Agora imagine um país qualquer, dividido em dois grupos, o grupo A e o grupo B. Cada grupo é formado, digamos, por 40 milhões de pessoas.

O grupo A olha para o grupo B e afirma que está vendo um grupo de pessoas erradas. O grupo B olha para o grupo A e diz que está vendo um grupo de pessoas erradas.

Cada um dos lados está convicto da verdade e não tem nenhuma dúvida do que está vendo. Porém elas são opostas e não tem como coexistirem. Se um lado estiver certo, o outro estará errado.

Você acha mesmo possível que apenas um destes grupos esteja totalmente certo e que o outro esteja totalmente errado?

A situação pode ser vista de outra maneira?

Por que 40 milhões de pessoas pensariam da mesma forma e outros 40 milhões de pessoas também, sendo as opiniões contrárias, opostas?

Alguém deve estar errado nesta história e alguém deve estar certo nesta história.

O problema é que generalizamos o erro e particularizamos as verdades. O erro está sempre nos outros e a verdade sempre do nosso lado.

Um erro de um deles é o erro de todos e um único acerto do nosso lado é o acerto de todos nós invariavelmente, irrestritamente.
E baseamos a nossa verdade em simples convicções. 
O que não é uma atitude muito inteligente, não é mesmo?

As coisas não funcionam deste jeito. Há erros e acertos, verdades e inverdades, em tudo e em todos, não importa quão grandes sejam as nossas convicções.

Uma atitude que pode ser mais adequada nestes casos é considerar sempre a possibilidade de que pode haver outras verdades, desde outros pontos de vista, múltiplos.

Então muda-se a perspectiva para conhecê-las e só depois optamos, se é que é necessário optar por uma só visão. Ainda assim não parece ser necessário demonizar todas as outras perspectivas.

Poderia alguém afirmar então que o homem não respira?

Sim, poderia.

E por este motivo ele deve ser demonizado?

O outro é obrigado a concordar com meu ponto de vista ou com o ponto de vista de um grupo?

Eu posso afirmar que o homem não respira e ainda assim viver bem e deixar viver bem?

O que vale mais, a imposição da minha verdade ou a liberdade e a vida?

No âmbito pessoal é mais importante cada um encontrar o seu caminho, de forma a viver da maneira mais prazerosa possível, do seu jeito, sem impor ao outro o seu caminho, sem se deixar afetar pelo outro e ainda assim sabendo que precisa do outro, da convivência, da harmonia e da cooperação.

Liberte-se da opinião do outro e da necessidade de impor a sua. Proteja o seu direito ao respeito e o do outro também. Só podemos exigir do outro o que também parte de nós.

O mundo se abre cada vez mais e de forma mais rápida em múltiplos caminhos e maneira de viver, um processo evolutivo e inevitável, se não aprendermos a respeitar e a nos respeitar viveremos em conflitos, medos e prisões.

Talvez não tenhamos uma vida pessoal, particular, mas tenhamos recebido a dádiva de passar pela grande vida por um curto momento, sem nem mesmo compreendê-la totalmente e muito menos sem o direito de defini-la ou impor verdades aos outros.

Primeiro a decisão pessoal pelo respeito, depois os códigos que possibilitam uma convivência social pacífica.

E para terminar este artigo, mais uma citação que peço emprestada a Dan Brown.

Oração pelo futuro
Que nossas filosofias sigam no mesmo passo das nossas tecnologias. Que nossa compaixão siga no mesmo passo dos nossos poderes. E que o amor, e não o medo, seja o motor da mudança. (Edmond Kirsch, personagem de Origem, de Dan Brown).

Liberte-se.



sexta-feira, 8 de março de 2019

COMO DESENVOLVER O HÁBITO E O GOSTO PELA LEITURA


Quer desenvolver o hábito de ler?
Quer ajudar alguém a tomar gosto pela leitura?
Então leia este artigo.

Vou começar contando como eu fazia para que meus alunos tomassem gosto pela leitura.
Certa vez a mãe de um aluno meu me disse que o seu filho não gostava de ler, mas ela sabia da importância de se ter o hábito da leitura.  
Então ela me perguntou o que poderia ser feito e se eu poderia ajudar a fazer do rapaz um leitor.
Primeiro eu perguntei se ela e o esposo tinham o hábito de ler e se o garoto os via lendo com frequência. Ela respondeu que não.
Então eu disse que este deveria ser o primeiro passo, o exemplo. Não dá para exigir da garotada o que não se faz nem como pais nem como professores.

As palavras até convencem, mas o exemplo arrasta.

Chamei o garoto para uma conversa e perguntei a ele o que ele mais gostava de fazer fora da escola, que não tivesse relação com os estudos, quais seus Hobbies, suas paixões.
O garoto me respondeu, entre outras coisas, que adorava futebol, mas principalmente gostava de acompanhar os campeonatos europeus.
Passou uns dias e depois de alguma pesquisa eu encontrei um livro do escritor gaúcho Moacyr Scliar (in memoriam), A colina dos suspiros.
Um adolescente com o perfil do meu aluno jamais escolheria este título para ler, mas foi justamente com este livro que aquele jovem começou a gostar de ler.
Moacyr Scliar foi um escritor brasileiro de renome, membro da Academia Brasileira de Letras, e A colina dos suspiros é um livro bem humorado sobre a paixão por futebol.
Chamei meu aluno, dei o livro de presente a ele e pedi que ele começasse a ler e depois me desse a sua opinião.

No dia seguinte, a minha colega, professora, mãe do garoto, disse-me que ele começou a ler o livro e não o largou mais. Em poucos dias o rapaz devorou o livro e adorou, pediu mais.

E foi assim que consegui ajudar a desenvolver o gosto pela leitura naquele jovem que dizia que odiava ler.
Fiz o mesmo com muitos outros jovens avessos à leitura, sugerindo livros que tinham a ver com eles e gradativamente, de acordo com o amadurecimento deles como leitores, ia sugerindo literatura mais rebuscada.
Mas, um detalhe, eu também lia e então podia conversar com eles sobre as histórias, como se conversa de forma animada e informal sobre um filme que gostamos.
Muitos diziam que odiavam ler porque nunca tiveram uma experiência agradável com a leitura, não tinham o exemplo dos pais e a escola não ajudava muito, transformava toda leitura em trabalho, com prazo, notas e imposição de livros ótimos para leitores experientes, mas péssimos para leitores iniciantes, em formação.

Para desenvolver o hábito e o gosto pela leitura.

- Comece com livros que tenham a ver com você, com seu jeito, com a sua época, com suas paixões e gostos.
- Leia pelo menos algumas páginas todos os dias.
- Procure não tornar uma obrigação, não force a barra.
- Tenha paciência, ler não é como assistir a um filme ou navegar na internet, não tenha pressa, não seja imediatista.
- Sente muito sono quando começa a ler? Tente ler um pouco assim que acorda, é menos provável que sinta sono.
- Leia em posição confortável, de preferência em local silencioso, pelo menos no começo.
- Tenha sempre um livro em andamento.
- Se você perceber que não tem paciência para ler romances, que são histórias mais longas, tente livros de contos ou crônicas, são mais curtos.
- Começar pelo gênero crônica pode ser uma boa ideia, já que são narrativas geralmente mais divertidas e ambientadas no cotidiano.
- Seja persistente, não desista, leia devagar, mas leia, não abandone, chegará um momento que será um prazer ler.
- Se precisar, se for o caso, peça ajuda a um profissional, como um professor de literatura, ou um amigo ou amiga que seja um leitor mais experiente.
- Se você não tem tempo para ler, leve o livro para o banheiro, lei no ônibus, no metrô, na folga do almoço, nos intervalos que der, mas leia.

E se você já é um leitor e quer desenvolver o gosto pela leitura em alguém, como filhos ou alunos, comece dando o exemplo, deixe-os ver você desfrutando da leitura, como um hábito seu.
Comente, converse, mostre como está divertido, interessante e curioso o livro que você está lendo no momento.
Ler liberta.
Liberte-se.




quinta-feira, 7 de março de 2019

Qual a importância do hábito de ler?

 Saiba agora porque a leitura torna as pessoas mais inteligentes

Pode parecer que na época em que vivemos a leitura esteja perdendo a importância, afinal são tantas as formas de adquirir conhecimento e informação, não é mesmo?
Os vídeos, podcasts e áudio books são só alguns exemplos de meios mais fáceis e rápidos de se entrar em contato com informação e conhecimento.
Mas é justamente por este motivo que o hábito da leitura, principalmente do velho e bom livro, ganha relevância.

Veja porquê.

Neste momento estou lendo o livro Origem, de Dan Brown, e quando passei pela parte em que ele descreve o museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha, a sua arquitetura à beira do rio, a cobertura de titânio, a gigantesca escultura de uma aranha da parte externa, os espaços internos e as obras de arte minha mente quase que automaticamente começou a criar as imagens, tentando imaginar, porque eu não conheço este museu, nunca o tinha visto.
Se eu estivesse assistindo a um filme, todas estas imagens chegariam prontas às minhas retinas, com formas, cores, luzes, e meu cérebro as receberiam, processando e entendendo, em um exercício muito mais passivo, como é olhar tudo o que olhamos ao longo do dia. Muito diferente do exercício que ele faz na leitura.

Além disso tem as descrições das roupas, das cenas, de sons e cheiros, de expressões e sentimentos  dos personagens, detalhes que enriquecem o exercício da mente. Sem contar todas as informações extras que se adquire, como o exemplo do museu, que eu nem sabia que existia até começar a ler este livro.

Você consegue perceber esta diferença?

Diante das imagens, do filme, o cérebro assume uma postura bem mais passiva, ele faz um tipo de exercício. Diante da leitura ele precisa fazer outros tipos de exercícios e ser bem mais ativo, colocando em funcionamento outras habilidades.
Podemos fazer uma comparação com o exercício físico. Caminhar exercita o corpo, mas fazer crossfit exercita muitos outros músculos e desenvolve força e habilidades que a caminhada não desenvolve. Certo?

A leitura é para o cérebro o que o crossfit, a natação, a yoga e outros exercícios são para o corpo.

Não é por isso que vamos deixar de caminhar nem deixar de assistir vídeos, mas para um exercício mais completo do cérebro, e da mente, da inteligência, a leitura é insubstituível.
E principalmente a leitura de livros, de histórias, na forma de romance, contos, crônicas, novelas, fábulas, etc.
Pode parecer que para um engenheiro ou um economista, ler livros assim não mudará em nada, não lhe acrescentará nada. Talvez pelo conteúdo isso seja verdade, mas não é verdade se considerarmos o exercício mental que se faz ao ler.
No processo de leitura a mente do leitor toma cada palavra, como unidade, entende, compreende, relaciona com outras para que possa entender o todo, o parágrafo, o capítulo, o livro. Este exercício mental se chama síntese e faz parte do processo de pensamento científico.

Assim como é o exercício de análise, contrário à síntese, em que a mente do leitor parte da compreensão do todo para entender melhor as partes.
E neste processo a mente faz relações, tanto entre partes do texto como entre o texto e outros conhecimentos e experiências que o leitor já tenha acumulado ao longo da sua vida, inclusive experiências pessoais, vivências ao longo da sua história.
Síntese, análise, estabelecimento de relações e imaginação, são somente alguns exercícios que nossa mente faz quando lemos, mesmo uma história que parece não ter aplicação na nossa vida prática, como Alice no País das Maravilhas ou Dom Quixote.
Desenvolver o hábito de ler é primordial para o desenvolvimento da inteligência. E ao passo que nos habituamos e vamos gostando, torna-se um lazer, prazeroso e relaxante.
E, cá para nós, não dói nada.
Ler liberta.
Liberte-se.



segunda-feira, 4 de março de 2019


Como usar as palavras a seu favor

10 dicas de como usar as palavras para o seu bem.


Minha formação é em letras, isso significa que meu objeto de estudo e de trabalho é a palavra. 
E é sobre ela que quero escrever hoje para você.
Quando digo “palavra”, quero dizer as palavras, a linguagem. E quando me refiro a usar as palavras a seu favor, quero dizer que as palavras podem ser um instrumento para fazer bem ou mal à sua vida.

Você lembra de algo que alguém te falou e que marcou você até hoje?

Acho que todo mundo tem uma frase dita pelo pai ou pela mãe que marcou, que lhe fez bem ou que lhe fez mal, às vezes lá na infância ou na adolescência, mas que se carrega por anos.

Pois bem, este é o poder das palavras, tanto para o bem como para o mal.
A palavra é algo central na história da humanidade e nas escrituras sagradas de quase todas as culturas e épocas ela está ligada a divindades, poderes e à própria vida.

A linguagem está intimamente relacionada com nossa identidade, com nossos pensamentos e emoções, com a maneira como entendemos  o mundo e a nós mesmos.
Mas não são somente as palavras que você ouve dos outros que têm influência sobre você, aquelas que você diz e pensa também têm.

A ofensa que você diz e a carga negativa dela é gerada dentro de você, portanto faz mal primeiro para você.

O que você diz e pensa influencia a sua vida e a vida de outras pessoas, tanto positiva como negativamente.
E se é verdade que somos o que pensamos, também é verdade que somos o que dizemos.
E você não quer influenciar negativamente a sua própria vida, não é mesmo?

Então fique atento para as dicas que vou te dar agora:

1º - Procure perceber a carga positiva ou negativa das palavras e evite as negativas, elas fazem mal também a quem diz.

2º - Evite palavras que diminuem outras pessoas ou a você mesmo.

3º - Além de evitar falar, evite pronunciá-las em pensamento, porque aí elas também existem e têm força.

4º - Pronuncie e pense palavras de força, superação e sucesso nos momentos de desafio, isto te dará força para superar.

5º - Use palavras que levantem as pessoas, que as coloquem para cima e deem ânimo, pois se você fizer o outro grande, você também será grande.

6º - As palavras dos pais dirigidas aos filhos têm grande poder. Cuidado.

7º - Na hora da raiva, não diga nada, é melhor. Também não guarde, não fique remoendo palavras duras e negativas. Procure extravasar de outra maneira. Eu corro, nado, caminho, faço trilha, ando na chuva, ache um jeito saudável que dê certo para você.

8º - Tente não usar expressões do tipo “eu não consigo”, “não vai dar certo”, “vai dar errado”, “sou azarado”, “comigo sempre dá errado”, “isso é difícil”, entre outras deste gênero.

9º - Se quando você se der conta já está dizendo ou pensando algo negativo, não tenha medo nem orgulho, volta atrás, diga o contrário.

10º - Cuidado com o piloto automático, torne-se consciente do que diz, pense antes, adquira domínio, afinal você é o dono das suas palavras, e palavra dita, não volta mais.

 Talvez já tenha acontecido com você, em algum momento da vida, de você dizer algo sem pensar e se arrepender depois, dizendo: “não era bem isso que eu quis  dizer, falei sem pensar”.

Também já pode ter ocorrido de você ter tido algum problema por algo que disse. Pode-se perder a namorada ou namorado, perder um emprego ou negócio, ferir alguém que ama, causar um trauma, perder amigos, clientes e até ter prejuízo financeiro.

Portanto você já viu como as palavras podem influenciar sua vida. Aliás, diz-se que com uma pequena palavrinha você pode mudar a sua vida inteira e a de outras pessoas, basta dizer “sim” ou “não” diante do altar ou do juiz de paz.

Temos a tendência de usar a linguagem no automático, sem prestar muita atenção, porque é algo natural em nós, mas vivemos em tempos que se tornou necessário prestar mais atenção nas palavras e tomar mais cuidado. 
Hoje em dia uma palavra errada pode causar uma tragédia, resultar em processo e até violência. Você nunca sabe quem é o outro e o que ele carrega dentro de si naquele exato momento.

Você pode se surpreender com as maravilhas que palavras gentis podem fazer na sua vida e na relação com os demais.

Faça o teste, não custa nada, você só tem a ganhar, e se não gostar do resultado pode mudar a qualquer momento.

Liberte-se.

Espero que este artigo tenha tido alguma utilidade para você.
Até o próximo.



sábado, 2 de março de 2019

TEM OUTRO JEITO DE VIVER?

Será que há outra forma de viver em que a gente tenha mais tempo, liberdade, satisfação e saúde?



Já que o blog se chama Inversões, então vamos inverter algumas ideias, para tentar tirar a mente do automático.
Parece que a maioria das pessoas ainda busca uma vida assim:
emprego (impostos);
concurso;
carreira;
casa ou apartamento (seguro, impostos);
esposa(o) e filhos;
festinha de 1 ano;
book;
buffet;
casa na praia (seguro, impostos);
sítio (seguro, mais impostos);
carros (seguro, impostos);
móveis;
reforma o apartamento;
troca de móveis;
troca de carro;
redecora a casa;
luta para ser promovido;
outra reforma, agora na casa da praia;
casamentos, presentes, roupas;
festa de 15 anos;
cartão, carnê, prestação;
não pode perder o emprego;
corre mais;
horário;
vende parte das férias;
segundo emprego;
curso de especialização;
faz mais e melhor;
começa a preparar os filhos cedo;
mensalidade da escola das crianças e dos outros 18 cursos extras;
estresse,
médico;
remédios...


E é incrível pensar que alguém possa desejar uma vida assim para si mesmo, de livre e espontânea vontade. E o que é pior, achar que quando estiver vivendo assim então será feliz.

Ou pior ainda, viver assim por 30 anos pensando que quanto se aposentar, finalmente será feliz e poderá descansar, viajar, curtir a vida.

Já imaginou uma coisa desta? Já parou para pensar nisso?
Não é horrível? Não é desumano?

E TEM OUTRO JEITO?

Mas claro que tem, aliás, outro jeito não, outros jeitos, no plural.

Casa própria? Deus o livre! É prisão, despesa, gasto, não dá para carregar nas costas, é dinheiro empatado. Casa ou outro tipo de imóvel só se for para alugar e olhe lá.

Carro? Cruz credo! Polui o ambiente, combustível, impostos, manutenção, seguro, muitos gastos, pouco retorno. Nem pensar, este dinheiro pode ser melhor investido, dando melhor retorno.

Emprego? Não mesmo! Sair para o trabalho? Cumprir horário? Não ter liberdade? Ter ganhos limitados? Chefes chatos? Clientes estressados? Não dá, definitivamente não dá.

Isso me fez lembrar de uma frase que meu pai dizia:

Quem trabalha demais não tem tempo de ganhar dinheiro.

Existe um tipo de pessoa que não usa cartão de crédito no crédito, não tem conta em lojas, não compra à prazo, não faz financiamento, não tem casa, não tem móveis, não tem carro, não quer emprego, não gasta com as mesmas coisas que a maioria gasta, mas viaja o mundo todo e é feliz e livre.
É um estilo de vida que tem sido cada vez mais procurado, que junta liberdade de tempo e liberdade geográfica, com um pouco de minimalismo, evitando o consumismo de coisas descartáveis e poluidoras.
Alguns grupos estão se formando em torno de uma vida mais livre, mais relaxada e desprendida, até nômade, como os chamados nômades digitais, com uma mentalidade fora da caixa.
Por enquanto: pense nisso.
Liberte-se.
No próximo artigo falo mais sobre isso.